Curitiba sedia nesta terça e quarta-feira (19 e 20) o Encontro de Agências de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Sul da América do Sul. O evento, coordenado pela Fundação Araucária, reúne representantes de instituições de fomento e pesquisa do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai. O objetivo é discutir estratégias conjuntas de cooperação científica, inovação e desenvolvimento sustentável, alinhando-se ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
O Encontro ocorre no Campus da Indústria – Fiep e conta com a participação de representantes das Fundações de Amparo do Pará (Fapespa), Santa Catarina (Fapesc), do Rio Grande do Sul (Fapergs) e do Mato Grosso do Sul (Fundect). Além disso, instituições internacionais como o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do Paraguai (Conacyt), a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação do Uruguai (ANII), a Agência Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Chile (Ania) e o Instituto Politécnico de Bragança também estão presentes.
Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, destacou que a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia demanda uma competitividade cada vez maior, além de sustentabilidade e inovação das nações que compõem o bloco sul-americano. Segundo ele, a ciência e a tecnologia desempenham um papel crucial nesse processo, sendo essenciais para a formulação de soluções e pesquisas que fortaleçam a presença da América do Sul neste novo cenário internacional.
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<p“Estamos iniciando uma aproximação entre as agências de ciência e tecnologia do Sul do Brasil e os países do Mercosul. O foco é identificar agendas comuns e possibilidades de colaboração mútua", enfatizou.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona, ressaltou a importância do Estado na promoção de uma integração científica na América do Sul. “A Europa já possui uma tradição bem estabelecida em cooperação na área de ciência e tecnologia, e o que queremos discutir aqui é como avançar em colaboração, trabalho em rede e financiamento conjunto em áreas de interesse transfronteiriço”, comentou.
Dentre as atividades programadas estão apresentações institucionais, debates sobre prontidão tecnológica, oficinas colaborativas, além da construção de estratégias conjuntas que visam fortalecer a integração regional em áreas como bioeconomia, agroalimentação, sustentabilidade, logística, energia e transformação digital.
“A formulação de estratégias regionais exige colaboração entre os diferentes biomas e realidades da América do Sul. Este encontro pode contribuir para o desenvolvimento de novas agendas cooperativas nas áreas de bioeconomia, sustentabilidade e inovação”, afirmou Marcel do Nascimento Botelho, presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).
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Construção de Agenda Comum
Um dos destaques do encontro é a construção da chamada “Agenda Comum de Curitiba”, um documento que deverá consolidar as prioridades de pesquisa aplicada, os mecanismos de financiamento conjunto e as estratégias de compartilhamento de infraestrutura científica entre os países participantes.
Sofia Riobo, representante da ANII, enfatizou a relevância do momento atual para fortalecer a cooperação científica regional. “Estamos em um período em que a colaboração entre as agências da região é fundamental. Nossa expectativa é ampliar iniciativas de pesquisa colaborativa com foco em temas de interesse para toda a América do Sul”, disse.
O evento é parte da estratégia da Fundação Araucária para fortalecer as chamadas “Rotas de Integração Sul-americanas em CT&I”, uma proposta que visa construir uma integração regional baseada em ciência, tecnologia e inovação, com um foco central no desenvolvimento sustentável e nos ativos compartilhados do território sul-americano.
Nesta quarta-feira (20), será assinado um memorando de entendimento do programa Ganhando o Mundo da Ciência, entre a Fundação Araucária e o Conicet, da Argentina, que busca ampliar as ações de internacionalização da ciência paranaense e fomentar a cooperação acadêmica entre os dois países.
“Este programa permite integrar jovens em ambientes científicos e tecnológicos, estimulando intercâmbio e fortalecendo a conexão entre pessoas e equipes de pesquisa. Para o Conicet, a parceria com o Paraná é extremamente importante, pois amplia as oportunidades de cooperação em áreas estratégicas e aproxima nossos sistemas científicos em uma agenda comum de desenvolvimento e inovação”, destacou o diretor do Conicet, Walter Sione.
Fonte:: parana.pr.gov.br


