Um recente levantamento realizado pela Febraban Tech revela que a nuvem é a tecnologia disruptiva mais adotada por instituições financeiras, superando a Inteligência Artificial (IA), blockchain e computação quântica. Com 62% das organizações que se destacam na área de IA Generativa aumentando seus investimentos em soluções em nuvem, fica evidente a trajetória crescente da tecnologia. A consultoria Nava destaca as principais tendências relacionadas à nuvem para o setor financeiro.
1. Migração do Core Banking para a nuvem
Tradicionalmente, os bancos têm utilizado a nuvem principalmente para sistemas periféricos, mantendo suas operações centrais, conhecidas como core banking, em mainframes locais ou em infraestrutura comercial de provedores de serviços gerenciados (MSPs). Contudo, para que a IA Generativa opere de forma eficaz e em tempo real, analisando dados financeiros, a tendência aponta para a migração do core banking para plataformas de nuvem nativa. Isso permitirá a realização de transações instantâneas, análises simultâneas e garantirá uma maior segurança.
2. Migração de domínios de negócio
A velocidade com que as instituições financeiras migram para ambientes em nuvem está diretamente relacionada ao nível de maturidade de cada banco em relação à adoção de IA. Aqueles que estão na vanguarda já deram passos significativos rumo à migração de domínios complexos no front-end. No entanto, historicamente, as aplicações que mais rapidamente migraram para a nuvem estão associadas a iniciativas como Open Finance, Pix e Mobile Banking. Nos próximos passos, a prioridade das novas migrações se concentrará nas áreas de finanças e tesouraria.
3. Cibersegurança em nuvem e resiliência frente a riscos digitais
No cenário atual, a expansão dos ambientes virtuais deve ocorrer acompanhada de um aumento na complexidade e sofisticação das ameaças digitais. Assim, a proteção de dados e sistemas demanda uma abordagem integrada, em que cibersegurança e infraestrutura de tecnologia da informação (TI) atuem em conjunto. A segurança em nuvem se destaca como uma prioridade de governança, com 50% das instituições considerando essa questão como um foco fundamental em suas estratégias de defesa. Para isso, tem-se integrado analistas especializados diretamente nas equipes de tecnologia, com o objetivo de mitigar riscos desde a etapa de concepção dos produtos. Essa integração entre soluções de nuvem e cibersegurança ganhará ainda mais espaço até 2030, de acordo com o levantamento da Febraban.
“A adoção de Inteligência Artificial em larga escala requer necessariamente uma fundação sólida de dados e de nuvem. Tanto bancos quanto fintechs precisam acelerar a implementação dessas tecnologias para enfrentar desafios relacionados à eficiência operacional e à experiência do cliente, que dependem diretamente das informações. É esse alicerce que sustentará a escolha das tecnologias adequadas e a capacidade de projetar, migrar, operar e orquestrar infraestruturas híbridas em larga escala”, afirma Carlos Sampaio, Head de Cloud da Nava.
Fonte: convergenciadigital.com.br


