EUA marcam 25 anos dos atentados de 11 de setembro com homenagens e ex-presidentes

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Redação

Os Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira, 11, uma série de solenidades e atos solenes para recordar os 25 anos dos ataques terroristas ocorridos em 11 de setembro de 2001. Os atentados, que completam um quarto de século, resultaram na morte de quase três mil pessoas e deixaram centenas de feridos, marcando profundamente a história moderna do país e alterando de forma definitiva as políticas de segurança global.

Em Nova York, no Memorial Nacional do 11 de Setembro, reuniram-se figuras de destaque da política nacional, incluindo os ex-presidentes George W. Bush — que ocupava a Casa Blanca no momento das tragédias —, Bill Clinton, Barack Obama e Joe Biden. O atual vice-presidente norte-americano, JD Vance, também marcou presença no local.

A programação no Marco Zero começou com o tradicional toque de sino, que abriu espaço para um minuto de silêncio e para a longa e minuciosa leitura dos nomes de todas as vítimas, um processo que se estende por horas sob o olhar atento de familiares.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, optou por conduzir sua participação a partir do Pentágono, acompanhado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Natural de Nova York, Trump relembrou o clima do período em seu discurso oficial.

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“Naqueles dias angustiantes após os ataques, vimos o verdadeiro espírito da nossa nação”, declarou Trump durante a cerimônia militar. “Naquele dia, éramos todos nova-iorquinos. Cada um de nós. Éramos todos nova-iorquinos. Éramos todos uma família.”

Aproveitando o palanque, o chefe do Executivo e o secretário de Defesa direcionaram críticas severas à República Islâmica do Irã, além de prestarem homenagens aos combatentes mobilizados em missões no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, inclinam a cabeça durante a cerimônia no Pentágono.

“Saudamos os militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, o Irã, jamais tenha uma arma nuclear”, afirmou o presidente. Outros representantes do governo federal deslocaram-se para o Memorial Nacional do Voo 93, situado na Pensilvânia.

Pessoas observam o Memorial Nacional do 11 de Setembro, em Nova York.

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No fatídico 11 de setembro de 2001, membros da facção extremista Al-Qaeda sequestraram quatro aeronaves comerciais. Duas delas atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, resultando no colapso dos edifícios, que figuravam entre os mais altos do planeta e representavam o poderio econômico norte-americano. Uma terceira aeronave chocou-se contra a fachada do Pentágono, nos arredores de Washington, enquanto a quarta caiu em uma área rural na Pensilvânia após uma reação enérgica de passageiros e tripulantes contra os sequestradores.

Novas homenagens e o reconhecimento aos doentes

Mantendo a tradição do evento em Nova York, o foco principal recaiu sobre a leitura dos nomes pelas famílias enlutadas, sem a inclusão de discursos políticos formais na programação principal do Marco Zero.

Pela primeira vez em um quarto de século, a cerimônia oficial incorporou um minuto de silêncio dedicado especificamente às vítimas que sobreviveram aos impactos iniciais, mas que adoeceram posteriormente devido à inalação prolongada de poeira tóxica gerada pelo desabamento das estruturas. O impacto exato na saúde pública dessa exposição crônica ainda é objeto de estudos médicos.

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O legado e as transformações institucionais

O impacto dos ataques remodelou profundamente as estruturas de segurança interna e externa dos Estados Unidos. A subsequente “guerra contra o terrorismo” resultou nas invasões prolongadas do Iraque e do Afeganistão, além da criação de novas agências federais, endurecimento dos controles de fronteira, ampliação de poderes de inteligência e o estabelecimento de um debate permanente entre privacidade individual e segurança nacional.

Embora as forças americanas tenham localizado e eliminado o principal líder da Osama bin Laden no Paquistão em 2011, processos judiciais associados aos mentores intelectuais dos atentados continuam em andamento ou sob moratória jurídica décadas após as capturas.

Controvérsias locais em Nova York

Enquanto o país busca a união em torno da memória das vítimas, o cenário político local também registrou atritos. O atual prefeito de Nova York, o democrata Zohran Mamdani — primeiro muçulmano a ocupar o cargo na história da metrópole —, enfrentou resistências por parte de alas conservadoras e de alguns familiares de vítimas devido a posicionamentos passados de aliados políticos.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Apesar de críticas públicas vindas de figuras como o ex-governador George Pataki e o ex-prefeito Rudy Giuliani, Mamdani participou das solenidades e defendeu que a data deve ser reservada integralmente ao luto das famílias e à solidariedade cidadã.

O país em silêncio

As demonstrações de respeito ultrapassaram os limites geográficos dos locais atingidos. Monumentos, universidades e instituições públicas em diversos estados realizaram atos cívicos e vigílias. Embora não seja considerado um feriado federal tradicional, o Congresso nacional designou oficialmente a data como o Dia do Patriota e Dia Nacional de Serviço e Memória, mobilizando campanhas de voluntariado em todo o território norte-americano.

Fonte:: estadao.com.br

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