Ex-Athletico rejeita caminho de sensação do Brasil e mira clube sul-americano

Marcelo Borges
5 min. de leitura
João Correia revelou que não pretende seguir o ...

Após dois meses de deixar o comando do Athletico, o técnico João Correia está em busca do próximo desafio em sua carreira. Em entrevista ao UmDois Esportes, o português de 32 anos se mostrou determinado a não seguir os passos de outros colegas que moldaram suas carreiras em um caminho distinto. Em especial, ele mencionou a trajetória de Rafael Guanaes, atual treinador do Mirassol, como um exemplo que não deseja seguir.

“Meu próximo passo não será na Europa. Essa não é uma direção que pretendo tomar, pois estou com a licença Conmebol Pro, não com a UEFA Pro. Filipe Luís, ex-treinador do Flamengo, enfrenta o mesmo desafio ao buscar oportunidades no alto nível europeu. Preciso acumular pelo menos dois anos aqui, seja na Série A ou na Série B”, destacou Correia.

Em sua comparação com Guanaes, ambos têm uma trajetória em comum: ocuparam a função de treinador da equipe sub-20 do Athletico. Entretanto, enquanto Guanaes optou por treinar times de menor expressão, como Sampaio Corrêa e Tombense, e atuou como auxiliar em clubes como o Cruzeiro, até conseguir a notoriedade no Brasileirão 2025, Correia demonstra uma estratégia diferente. Ele aspira não apenas a um retorno ao campo, mas a uma posição onde possa aplicar sua metodologia e visão de jogo de maneira efetiva.

“A análise do trabalho de Rafael Guanaes mostra que ele retrocedeu após deixar o Athletico. Para mim, isso não é uma opção. Tenho consciência do que estou preparado e onde posso chegar, juntamente com minha metodologia e o jeito que trabalho no dia a dia. Qualquer clube que compartilhe essa visão conosco no Athletico estará mais próximo de alcançar seus objetivos e vencer”, avaliou o treinador.

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João Correia explora oportunidades na América do Sul

João Correia orienta jogadores do Athletico durante partida

João Correia comandou o Athletico interinamente na temporada passada. Foto: Gabriel Machado/AGIF/IconSport.

João Correia observa com atenção o movimento de diversos treinadores brasileiros em outros países da América do Sul, impulsionados pelo sucesso de seus compatriotas, como Tiago Nunes na LDU e André Jardine no América do México. Essa tendência também se reflete na trajetória de Zé Ricardo, atualmente no Sporting Cristal, no Peru, e Mano Menezes, que foi designado para a missão de classificar a seleção peruana para a Copa do Mundo de 2030.

O treinador português já esteve em negociações com um clube argentino e apesar de ter rejeitado propostas de equipes sub-20, não descarta novas possibilidades em países vizinhos. “Estamos muito atentos ao mercado sul-americano. Estou estudando clubes da Série B e Série A do Brasil, Uruguai, Chile e Argentina. Até agora, o contato mais promissor que tive foi com um time da Primeira Divisão da Argentina que já conquistou a Copa Sul-Americana. Isso é algo que realmente me interessa”, relatou.

No entanto, a idade, prestes a completar 33 anos, é um desafio adicional que Correia enfrenta ao buscar trabalho no Brasil depois da saída do Athletico. Ele percebe que a diretoria de muitos clubes tende a optar por profissionais com mais experiência, refletindo uma certa cautela no mercado.

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“Estou percebendo um conservadorismo por parte dos diretores nos clubes que considero alinhados com meu perfil. Para mim, esse conservadorismo representa que a maioria, cerca de 80%, se preocupa em garantir um treinador com experiência de muitos anos, principalmente quando enfrenta a possibilidade de perdas. É uma barreira comum no Brasil, mas espero que em breve eu encontre um projeto que esteja disposto a vencer e que busque um treinador que foque em conquistas. Desejo um clube que me permita continuar a conquistar e também a evoluir na carreira”, concluiu.

Quer saber mais? Assista a entrevista completa com João Correia no UmDois Esportes

Fonte: umdoisesportes.com.br

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