Falhas no zero rating durante eleições motivam ajustes da Anatel e do TSE

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Em resposta aos questionamentos apresentados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da implementação do sistema de zero rating durante o período eleitoral, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que está atuando em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo principal dessa parceria é corrigir as falhas de conexão registradas na janela de votação do primeiro turno e assegurar a gratuidade no tráfego de dados para portais da Justiça Federal e de checagem de fatos ao longo do segundo turno.

De acordo com o relatório técnico encaminhado à Suprema Corte pelo ministro Cristiano Zanin na última sexta-feira, os problemas de acesso identificados em endereços estratégicos — como o portal de autenticação unificada do governo federal (sso.acesso.gov.br) e a plataforma voltada aos serviços do Serviço Federal de Processamento de Dados (form.omni.serpro.gov.br), além de ferramentas fundamentais como os aplicativos e-Título, Pardal e Boletim na Mão — decorreram da dependência desses sistemas em relação a infraestruturas e serviços externos.

Diante desse cenário, a autarquia reguladora manifestou expectativa de que a incidência de falhas seja consideravelmente reduzida durante o período que antecede e sucede o segundo turno da votação, compreendendo a janela crítica que abrange as 72 horas anteriores ao pleito e as 24 horas seguintes ao encerramento. Essa melhoria técnica é esperada em virtude de um mapeamento detalhado de domínios, subdomínios e demais endereços eletrônicos utilizados pelas aplicações, material que foi devidamente repassado pelo TSE.

O órgão regulador destacou em sua manifestação oficial que as informações atualizadas servirão de base para a implementação das correções necessárias no encaminhamento de tráfego pelas operadoras de telefonia móvel. Desse modo, o setor busca garantir a estabilidade e o funcionamento pleno das plataformas digitais disponibilizadas aos eleitores e às instituições públicas. Como parte dos preparativos, a agência confirmou também o agendamento de encontros de alinhamento técnico entre as prestadoras de serviços de telecomunicações e a Justiça Eleitoral, embora as datas específicas para tais reuniões não tenham sido divulgadas publicamente.

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Fonte:: convergenciadigital.com.br

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