Primeiro debate ao governo do Paraná coloca requiao filho e sandro alex frente a frente

Marcelo Borges
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O cenário político do Paraná deu o pontapé inicial na corrida eleitoral com a realização do primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado. O encontro, promovido na noite de um domingo na sede da emissora TV Band em Curitiba, foi amplamente dominado por confrontos diretos, contrapontos administrativos e intensas comparações entre a atual gestão estadual, comandada por Ratinho Junior (PSD), e administrações anteriores que marcaram a história política paranaense nos anos 2000, sobretudo as lideradas pela família Requião.

O evento contou com a presença de Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). No entanto, um dos pontos mais comentados da noite foi a cadeira gacha deixada por Sergio Moro (PL). Convidado formalmente para o debate, o ex-juiz e parlamentar optou por não comparecer, justificando publicamente que o formato do encontro representava um “jogo marcado” entre os seus adversários presentes no estúdio.

A ausência de Sergio Moro gerou repercussão imediata durante os blocos de discussão. Requião Filho não economizou críticas ao oponente ausente, chegando a chamá-lo de “fujão” em diversos momentos do embate político. Já Sandro Alex adotou uma postura um pouco mais cautelosa quanto à cadeira vazia: embora tenha desaprovado a decisão do colega de não participar do debate democrático, evitou ataques pesados e declarou que a resposta sobre essa ausência deveria vir diretamente da população paranaense nas urnas. Para justificar sua própria agenda no mesmo horário, a equipe de Sergio Moro informou que o político cumpria compromissos de solidariedade e assistência na cidade de Piraí do Sul, localizada na região dos Campos Gerais do Paraná, que havia sido recentemente atingida por um forte tornado.

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Confronto de obras e infraestrutura

Com a redução do número de participantes no estúdio devido à ausência de Moro, a dinâmica do debate passou por ajustes técnicos, incluindo o acréscimo de uma nova rodada de perguntas cruzadas entre Requião Filho e Sandro Alex, além de entrevistas individuais de dez minutos para cada um detalhar suas propostas.

No campo administrativo, o centro do debate girou em torno de grandes projetos de infraestrutura que transformaram ou prometem transformar a logística do estado. Um dos alvos de discussão foi a construção da Ponte de Guaratuba, considerada uma das principais entregas e marcos da gestão de Ratinho Junior, que cumpre o final do seu segundo mandato consecutivo à frente do Palácio Iguaçu.

Enquanto Sandro Alex celebrou a concretização do projeto, destacando ser o responsável por tirar do papel uma obra aguardada há décadas pelos moradores e turistas do litoral paranaense, Requião Filho focou nas críticas financeiras. O pedetista questionou duramente o montante de R$ 400 milhões investidos na execução da estrutura viária.

Outra pauta de relevância internacional debatida pelos candidatos foi a nova ponte ligando o Brasil ao Paraguai, inaugurada oficialmente em dezembro de 2025. Sandro Alex enfatizou os avanços e o empenho da atual gestão estadual para que a obra saísse vitoriosa. Em contrapartida, Requião Filho buscou redirecionar os créditos da realização, atribuindo o mérito principal do projeto à administração federal do ex-presidente Michel Temer (MDB) em conjunto com os recursos e articulações da Itaipu Binacional.

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Economia, alianças e estratégias políticas

A discussão econômica também ganhou espaço com debates acalorados sobre o modelo operacional e a eficiência na gestão do Porto de Paranaguá, reconhecido nacionalmente como um dos maiores e mais importantes complexos portuários do Brasil. Além disso, propostas voltadas à reestruturação e à redução do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foram colocadas na mesa, sempre servindo de parâmetro para contrapor os resultados econômicos dos governos do passado com a situação financeira atual do estado.

Em diversos momentos de tensão verbal, Requião Filho tentou desqualificar a musculatura política de seu adversário, rotulando Sandro Alex como sendo apenas a “quarta opção na escolha de Ratinho Junior” para o processo de sucessão estadual.

Por sua vez, Sandro Alex procurou consolidar sua imagem perante o eleitorado conservador ao se apresentar firmemente como um candidato de direita. O representante do PSD fez questão de ressaltar seu histórico de oposição ferrenha ao Partido dos Trabalhadores (PT) no Congresso Nacional, atuação que mantém como deputado federal desde o ano de 2011. Ele também reforçou a solidez de sua chapa majoritária ao destacar a aliança estratégica firmada com Rafael Greca (MDB), ex-prefeito de Curitiba e nome escolhido para concorrer ao cargo de vice-governador.

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Contexto da disputa eleitoral no Paraná

A organização da emissora seguiu critérios estabelecidos pela legislação vigente e regras internas, convidando para o debate presencial apenas os nomes cujos partidos possuíssem representatividade mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional, em Brasília.

Apesar de apenas dois concorrentes terem comparecido ao estúdio em Curitiba, o pleito deste ano conta com uma lista oficial mais ampla de candidatos devidamente aprovados em convenções partidárias para a disputa ao Palácio Iguaçu. Além de Sergio Moro, Requião Filho e Sandro Alex, a corrida eleitoral paranaense também registra os nomes de Luiz França (Missão), Alexandre Salomão (Mobiliza), Samuel de Mattos (PSTU), Adriano Teixeira (PCO) e Tayná Miessa (UP), demonstrando a pluralidade de correntes ideológicas que tentarão convencer o eleitorado paranaense nos próximos meses.

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Fonte:: cbncuritiba.com.br

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