Festival piauí de jornalismo amplia alcance com apoio a profissionais da amazônia e de países lusófonos

Marcelo Borges
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A décima edição do 10ª edição do Festival piauí de Jornalismo, marcada para este fim de semana, nos dias 5 e 6 de setembro, em São Paulo, contará com uma novidade significativa em sua história. O evento terá o suporte da Transparência Internacional – Brasil para viabilizar e ampliar o acesso de comunicadores, ativistas e jornalistas atuantes na Amazônia e em nações de língua portuguesa às discussões programadas.

Sob o mote “No olho do furacão: diretores de redação em tempos de tormenta”, a conferência reunirá líderes e ex-dirigentes de alguns dos veículos de comunicação mais influentes do planeta. O objetivo central é debater os complexos desafios cotidianos de gerenciar redações diante de cenários marcados por instabilidade política, campanhas de descredibilização da imprensa, conflitos armados, polarização social e ameaças crescentes às instituições democráticas ao redor do mundo.

Entre os nomes confirmados na programação estão figuras de destaque internacional, como Alan Rusbridger, ex-integrante do The Guardian; Dean Baquet, ex-responsável pelo The New York Times; Jeffrey Goldberg, da The Atlantic; Carlos Dada, do El Faro; Olga Rudenko, do Kyiv Independent; Luz Mely Reyes, do Efecto Cocuyo; Musikilu Mojeed, do Premium Times; e Manisha Pande, do Newslaundry.

Pela primeira vez em sua trajetória, o festival disponibilizará transmissão online integral. A medida visa derrubar barreiras geográficas e incluir profissionais que operam em regiões remotas ou em países onde o exercício da profissão esbarra em obstáculos severos, tais como assédio judicial, perseguições políticas, cerceamento da liberdade de expressão e episódios frequentes de violência contra agentes da notícia.

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Graças à parceria com a Transparência Internacional – Brasil, a modalidade remota contemplará repórteres e ativistas de nações lusófonos como Angola, Moçambique e Portugal. Do território nacional, o foco recairá sobre os estados que integram a Amazônia Legal, abrangendo profissionais do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Paralelamente à transmissão digital, a organização não governamental promoverá um evento presencial na cidade de Manaus. A iniciativa servirá para acompanhar conjuntamente as palestras do festival e fomentar debates locais sobre as pautas apresentadas, estimulando a criação de redes de cooperação entre defensores do interesse público e da democracia na bacia amazônica.

Esta ação expande um esforço anterior realizado em 2023, quando a Transparência Internacional – Brasil viabilizou a ida de seis jornalistas da Amazônia para a edição presencial do Festival piauí de Jornalismo na capital paulista, contando com a parceria logística da companhia aérea Azul.

O projeto está intrinsecamente conectado aos pilares de atuação da Transparência Internacional – Brasil, que incluem o fomento ao jornalismo investigativo de profundidade, o respaldo a defensores ambientais e sociais, e a defesa legal de indivíduos que sofrem com tentativas de silenciamento por via judicial.

Tais investidas costumam ser rotuladas globalmente sob a sigla SLAPPs, correspondente a Ações Judiciais Estratégicas Contra a Participação Pública, na tradução para o português. Trata-se de expedientes que, em vez de buscarem a reparação legítima de danos, funcionam como ferramentas de intimidação financeira, desgaste psicológico e censura contra jornalistas, pesquisadores e organizações civis engajadas em fiscalizar o poder público.

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“Ao apoiar a participação de jornalistas da Amazônia e de países lusófonos no Festival piauí de Jornalismo, nós buscamos contribuir para o fortalecimento do jornalismo, da liberdade de expressão e das redes de colaboração que ajudam a proteger a democracia e a integridade pública”, pontua Johanna Nublat, coordenadora editorial da Transparência Internacional – Brasil.

Fonte:: transparenciainternacional.org.br

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