FMI destaca resiliência da economia brasileira e projeta PIB de 2,5%

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Homem passa pelo logo do FMI no prédio da entid...

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota que elogia a “notável resiliência” da economia brasileira. A avaliação ocorre em um momento de “múltiplos choques” enfrentados pelo Brasil, tanto em circunstâncias internas quanto externas.

De acordo com o documento, o país se encontra “relativamente protegido” dos aumentos globais nos preços do petróleo, uma consequência do conflito no Oriente Médio.

Além dessa proteção, o FMI ressalta a importância da posição do Brasil como exportador de petróleo e o papel significativo que as

As declarações do FMI foram feitas após o término de sua missão anual ao Brasil, finalizada na sexta-feira (29). O chefe da missão, Daniel Leigh, indicou que os dados atuais sugerem uma recuperação econômica no início de 2026, prevendo um fortalecimento gradual do crescimento econômico para cerca de 2,5% no médio prazo.

- Publicidade-

Riscos no Cenário Internacional

Apesar da avaliação otimista sobre a economia brasileira, o FMI apresenta preocupações sobre os riscos no cenário internacional. Leigh observa que “os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo”, citando a possibilidade de deterioração das tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras.

Ainda assim, a instituição enfatiza que o Brasil se beneficia de sustentáculos sólidos. “Os robustos marcos políticos, um sistema financeiro forte, reservas adequadas e um regime cambial flexível continuam a apoiar essa resiliência”, ressalta o relatório.

O FMI aprovou a recente redução das taxas de juros, mas recomenda cautela em relação a potenciais pressões inflacionárias. A entidade também sugere que o governo mantenha e amplie os esforços fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida pública e propiciar espaço para investimentos estratégicos.

Para o FMI, avanços em reformas estruturais e uma agenda ambiental robusta poderão promover um crescimento mais forte e inclusivo em médio prazo.

Preços Globais e Política Monetária

Na visão do FMI, as recentes decisões do Banco Central em reduzir as taxas de juros nos meses de março e abril são adequadas, alinhadas ao regime de metas inflacionárias. O organismo internacional argumenta que “a flexibilidade em futuras políticas monetárias é justificada, dado o nível elevado de incertezas e novas pressões inflacionárias acarretadas pelos altos preços globais da energia”.

- Publicidade-

O FMI afirma que os esforços do governo brasileiro para aprimorar a situação fiscal devem se manter. “Conservar as receitas extraordinárias provenientes do petróleo fortalecerá a sustentabilidade da dívida pública, diminuirá os custos dos empréstimos e abrirá espaço para investimentos prioritários”, destaca o documento da entidade.

Comentários do Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o reconhecimento do FMI sobre a resiliência da economia brasileira durante a reunião de encerramento da missão anual do fundo no país. Ele reafirmou que a meta central do governo é garantir um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%.

Durigan enfatizou que esse crescimento será impulsionado pelo aumento significativo da produtividade do país. Segundo ele, a continuidade das ações do governo para tornar o Estado mais eficiente é essencial. “Devemos ter uma liderança política que conduza discussões sérias com a sociedade sobre os desafios econômicos que enfrentamos e avance na agenda de um crescimento justo e sustentável”, disse.

- Publicidade-

O ministro também mencionou que o diálogo constante com o FMI tem contribuído para aprimorar a gestão macroeconômica, com foco no equilíbrio da dívida e no controle da inflação, além do fortalecimento de programas sociais e de iniciativas voltadas para a proteção ambiental.

Durigan reafirmou o compromisso fiscal do governo mesmo diante de choques externos, destacando a importância de manter a neutralidade fiscal em suas ações para mitigar o impacto das crises.

Fonte: infomoney.com.br

Compartilhe esta notícia