Guardas Revolucionários do Irã afirmam ter atacado bases dos EUA no Kuwait e Bahrein

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta quinta-feira, 9, que realizou ataques a bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein, conforme reportado pela televisão estatal iraniana.

Essa nova ofensiva militar contra as instalações americanas é vista como uma retaliação aos recentes bombardeios conduzidos pelo exército dos EUA em território iraniano, que se intensificaram desde o início da semana. Os ataques norte-americanos foram desencadeados após alegações de que três embarcações dos EUA teriam sido atacadas por forças iranianas.

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que considerava a trégua de três semanas entre os dois países como “extinta”. Essa afirmação segue um padrão de escalada nas tensões entre as nações.

Após os ataques realizados pelos EUA, Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, criticou os Estados Unidos, acusando-os de intimidação e de não honrar seus compromissos. Em uma postagem em rede social, Ghalibaf declarou: “Para que fique claro: quem ataca, sofre”. Ele acrescentou que o Estreito de Ormuz, uma importante rota marítima, só será acessível por meio de acordos com o Irã e não sob coerção americana.

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Vale ressaltar que o Irã já havia executado uma ação similar no dia anterior, informando que havia bombardeado mais de 80 instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein. O comunicado da Guarda Revolucionária afirmou que “em resposta imediata a essa agressão, as forças navais e aeroespaciais da IRGC conduziram uma operação conjunta utilizando mísseis e drones, atingindo 85 instalações militares americanas” e também mencionou o abatimento de um drone MQ-9.

O Kuwait, por sua vez, informou que suas defesas aéreas conseguiram repelir um ataque que envolvia drones e mísseis, embora não tenha especificado a origem dos mesmos.

Esta situação representa um aumento significativo nas hostilidades entre Irã e Estados Unidos, refletindo um longo e complexo histórico de tensão entre as duas nações.

As repercussões ambientais e sociais desse conflito, especialmente em uma área geopolítica tão estratégica, poderão ser sentidas não apenas pelos países diretamente envolvidos, mas por toda a comunidade internacional.

Os desenvolvimentos futuros serão monitorados de perto, já que tanto o Irã quanto os Estados Unidos parecem estar tomando posturas firmes em suas respectivas estratégias militares.

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Fonte: estadao.com.br

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