IAT conclui neste mês a instalação de oito flutuantes no Litoral do Paraná

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), está prestes a finalizar neste mês a instalação de um conjunto de oito flutuantes no Litoral do Paraná. Este projeto inclui a entrega do equipamento na Ponta Oeste da Estação Ecológica da Ilha do Mel, localizada em Paranaguá, com um investimento total de R$ 8.085.975,96.

Atualmente, sete das estruturas já estão em operação e estão distribuídas em locais estratégicos, como a Estação Náutica de Paranaguá, a Estação Ecológica do Guaraguaçu e o Parque Estadual do Palmito, todos em Paranaguá; a Estação Ecológica Rio das Pombas, em Pontal do Paraná; a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guaratuba; além de duas estruturas no Parque Estadual do Boguaçu, também em Guaratuba.

Rafael Andreguetto, diretor de Patrimônio Natural do IAT, destaca que os flutuantes oferecem não apenas melhorias no acesso para ações de turismo e monitoramento, mas também representam um avanço significativo na gestão das Unidades de Conservação (UCs) na região. “Essas estruturas vão muito além da visitação e do uso público. Elas garantem um acesso melhor para comunidades tradicionais do Litoral a serviços de saúde e educação, possibilitam um controle maior do fluxo de visitantes e facilitam o trabalho de fiscalização ambiental e remoção de resíduos sólidos”, explica Andreguetto.

Além disso, as estruturas têm um impacto positivo na conservação, uma vez que contribuem para um planejamento mais eficaz na preservação das UCs. Um dos primeiros flutuantes a ser instalado, o do Parque do Palmito, já demonstra resultados positivos, conforme relata Djalma Souza Boni, agente de apoio do complexo ambiental. “Esse equipamento é uma grande adição ao Parque Estadual do Palmito. Ele não só facilita o monitoramento realizado por barco, mas também nos permite desenvolver mais atividades”, afirma Boni.

- Publicidade-

Boni complementa que a nova estrutura possibilita a organização de atividades educativas com escolas locais, facilitando a conexão dos estudantes com a natureza. “Podemos convidar escolas e embarcações para trabalhar a educação ambiental, além de facilitar o acesso de turistas que desejam experimentar atividades aquáticas antes de conhecer as trilhas do parque. Somente benefícios”, conclui.

Novas construções na Ilha do Mel

Paralelamente à instalação dos flutuantes, o Governo do Estado entregou, por meio de um contrato de locação, três novos trapiches que oferecem acesso às comunidades de Brasília e Encantadas, na Ilha do Mel. O investimento totaliza R$ 5,5 milhões. Esses trapiches começaram a funcionar durante a temporada 2025-2026 do Verão Maior Paraná, melhorando significativamente o acesso à Ilha, que é um dos locais turísticos mais visitados do Estado.

O contrato também inclui obras de adequação, peças de ancoragem, transporte marítimo e terrestre, engenharia, mão de obra e serviços de limpeza. “Esses novos trapiches atendem a toda a demanda da Ilha, tanto para a saída quanto para o retorno através das principais linhas, táxis náuticos e excursões. Com mais largura, conseguimos atender melhor pessoas com deficiência, idosos e crianças”, explica Hélio da Silva Ribeiro, assessor da Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim).

André Fernandes de Barros, marinheiro que vive na Ilha há quase 30 anos, relata as melhorias trazidas pelos novos trapiches: “Precisávamos muito de uma melhoria, já que o que tínhamos anteriormente era muito inseguro e balançava no mar, representando riscos para os turistas. Agora, com os trapiches fixos, a situação melhorou muito tanto para nós que trabalhamos aqui quanto para os visitantes”, observa.

Próximos passos e projetos futuros

O IAT está atualmente em processo de elaboração de um projeto para a instalação de flutuantes na APA de Guaraqueçaba. Esta iniciativa, que está sendo desenvolvida em colaboração com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prevê a incorporação de 21 estruturas ao longo da baía de Guaraqueçaba e Paranaguá.

- Publicidade-

O projeto está na fase de validação e será apresentado em consultas à comunidade local. Os recursos para a execução do projeto advêm da indenização que a Petrobras pagou pelo vazamento de petróleo ocorrido na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, em julho de 2000.

“Este projeto irá fornecer suporte não apenas à APA de Guaraqueçaba, mas também ao Parque Nacional de Superagüi e outras Unidades de Conservação da região. É uma grande vantagem tanto para a população local quanto para os turistas que visitam a área”, conclui Andreguetto.

Fonte:: iat.pr.gov.br

- Publicidade-
Compartilhe esta notícia