Infraestrutura da Dataprev atinge 80 petaflops e aposta em inteligência artificial

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Durante sua participação no evento Febraban Tech 2026, o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, apresentou atualizações importantes sobre a capacidade tecnológica da estatal. Atualmente, a nuvem da instituição já opera com uma potência de 80 petaflops, funcionando como um supercomputador de processamento massivo. A estrutura está passando por um processo contínuo de expansão com o objetivo de suportar demandas avançadas, com destaque especial para as aplicações voltadas à inteligência artificial.

De acordo com o dirigente, a estratégia da empresa pública é manter o controle soberano sobre as novas tecnologias. “Nós precisamos que os modelos de IA estejam dentro da Dataprev, sob o controle do Estado. As nossas aplicações de IA não trafegam na nuvem pública”, pontuou Rodrigo Assumpção durante o evento.

Como exemplo prático da utilização dessas tecnologias no setor público, o presidente mencionou a aplicação de inteligência artificial na análise de contratos de empréstimos consignados, onde foram processados 88 milhões de documentos. “Isso é a IND [Infraestrutura Nacional de Dados] e a IA processando o futuro”, declarou.

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Modernização no atendimento ao cidadão e o uso de chatbots

A tecnologia também tem desempenhado um papel fundamental na otimização de serviços essenciais para a população. Segundo os dados apresentados, a plataforma Meu INSS processa atualmente cerca de 540 mil requerimentos mensais, e a inteligência artificial tem sido indispensável para diminuir o tempo de espera no atendimento aos cidadãos.

Rodrigo Assumpção anunciou ainda que uma nova versão da Helo, o assistente virtual (chatbot) do INSS, tem lançamento programado para o início de setembro. A atualização trará melhorias significativas na comunicação com os usuários, focando na simplificação da linguagem utilizada.

“Nós temos ainda problemas com a linguagem burocrática. Muitos aposentados não sabem que deferido é liberado”, exemplificou o presidente da Dataprev, justificando a necessidade de tornar os canais digitais do governo mais acessíveis e fáceis de compreender para todas as faixas etárias.

O futuro da Infraestrutura Nacional de Dados e o desafio energético

Durante sua exposição, o executivo defendeu a continuidade e a relevância da Infraestrutura Nacional de Dados (IND), afirmando de forma categórica que ela jamais será considerada uma obra acabada. “A IND é a soma de todos os dados que o País precisa para existir. Sem ela, o Estado não existe e a Inteligência Artificial não avança. E estará sempre em construção”, sinalizou.

Por fim, Rodrigo Assumpção fez um alerta estratégico para o futuro tecnológico do Brasil, chamando a atenção para a necessidade urgente de debater a produção e a matriz energética nacional. Para ele, o avanço da inteligência artificial está diretamente atrelado à capacidade de processamento e, consequentemente, à disponibilidade de energia.

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“A IA vai ser resultado da capacidade de inferências, e a capacidade de inferência é a capacidade energética de um país. Se isso não acontecer, vamos ficar dependentes das IAs de outros países, em especial dos Estados Unidos e da China”, concluiu o presidente da Dataprev.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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