Instituto água e terra suspende visitação em parques paranaenses devido a temporais

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

Prevenção contra temporais resulta no fechamento temporário de quatro unidades de conservação essenciais para o ecoturismo paranaense

O Instituto Água e Terra (IAT) determinou o fechamento temporário de quatro importantes parques estaduais localizados no Paraná. A medida drástica, porém preventiva, entrou em vigor nesta sexta-feira (23) e se estende até o próximo domingo (25). A decisão foi tomada em caráter de urgência após a emissão de alertas severos por parte da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e com base nos prognósticos meteorológicos fornecidos pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Diante das previsões que apontam para a incidência de chuvas intensas e volumes expressivos de precipitação em diversas regiões do território paranaense, a gestão ambiental optou por resguardar a integridade física de turistas, montanhistas e da comunidade em geral. A retomada das atividades e a consequente reabertura dos portões dependem exclusivamente da estabilização e da melhoria efetiva das condições meteorológicas nos locais afetados.

As restrições de acesso atingem diretamente quatro áreas de expressiva relevância ambiental e turística. Na lista estão o Parque Estadual do Pico Paraná, cujos domínios abrangem os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina; o Parque Estadual Serra da Baitaca, situado entre Piraquara e Quatro Barras; o Parque Estadual da Mata São Francisco, localizado nos municípios de Cornélio Procópio e Santa Mariana; e o Parque Estadual Salto São Francisco da Esperança, que abrange as regiões de Guarapuava, Prudentópolis e Turvo.

Segurança de visitantes e proteção ambiental em primeiro lugar

De acordo com as diretrizes estabelecidas pelo IAT, a interrupção temporária das visitações públicas é uma estratégia fundamental para mitigar riscos de acidentes graves. Áreas de trilhas e montanhas, características do Pico Paraná e da Serra da Baitaca — destinos altamente procurados por praticantes de ecoturismo, trilheiros e montanhistas —, tornam-se extremamente perigosas durante episódios de precipitação contínua.

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O acúmulo de água no solo e nas rochas eleva exponencialmente o risco de escorregamentos, quedas e desmoronamentos de terra, além de ampliar a probabilidade de queda de galhos e árvores de grande porte. O trânsito de pessoas nessas condições coloca em risco a vida dos frequentadores e também mobiliza equipes de resgate em situações de emergência.

Além da segurança humana, o órgão estadual destacou o fator ecológico como justificativa primordial para o fechamento. Os solos de regiões montanhosas e de encostas costumam apresentar alta fragilidade estrutural. O pisoteio excessivo por parte de visitantes quando o terreno está encharcado acelera drasticamente os processos erosivos, causando danos irreversíveis à flora local, alterando o curso de nascentes e comprometendo a integridade dos ecossistemas protegidos.

    Parque Salto São Francisco ficará fechado neste fim de semana em razão das condições climáticas na região de Guarapuava
    Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Para mitigar esses impactos, o protocolo do IAT prevê que sempre que houver indicativos técnicos de chuvas fortes e tempestades, as Unidades de Conservação (UCs) sob sua tutela terão o acesso suspenso preventivamente. A preservação da biodiversidade e a garantia de um turismo sustentável a longo prazo dependem diretamente de pausas estratégicas como esta.

Embora a medida afete diretamente o planejamento de centenas de pessoas que pretendiam aproveitar o final de semana de folga para o contato com a natureza, a administração pública reforça que o monitoramento climático é contínuo. Outras Unidades de Conservação espalhadas pelo Estado também poderão ter suas portarias fechadas caso os radares meteorológicos indiquem riscos iminentes em suas respectivas regiões.

A avaliação para a manutenção do fechamento ou a liberação gradual das trilhas e parques é realizada diariamente de forma integrada. O IAT trabalha em estreita parceria com os técnicos do Simepar e os agentes da Defesa Civil do Paraná, analisando em tempo real a evolução das frentes frias e o volume de chuva acumulado em cada bacia hidrográfica e zona de preservação.

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O instituto orienta que a população evite deslocamentos para áreas de serra, cachoeiras e parques estaduais enquanto os alertas estiverem vigentes. Para aqueles que já tinham viagens programadas para os municípios de Guarapuava, Prudentópolis, Campina Grande do Sul, Piraquara e demais localidades afetadas, a recomendação é buscar alternativas em ambientes urbanos fechados e aguardar novos boletins oficiais sobre a normalização das atividades ao ar livre no Estado.

Fonte:: iat.pr.gov.br

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