Paraná decreta luto oficial de três dias após falecimento de Dom Pedro Fedalto

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Governador Ratinho Junior decretou luto oficial...

O governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou luto oficial de três dias em todo o território estadual devido ao falecimento de Dom Pedro Fedalto, arcebispo emérito de Curitiba. O religioso havia completado um século de vida no mês passado e morreu aos 100 anos no sábado (26). Em consonância com a homenagem estadual, o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, também determinou luto oficial de três dias no município, celebrando a memória de quem esteve à frente da Arquidiocese local por três décadas.

As despedidas ao líder religioso contam com uma programação litúrgica na capital paranaense. A missa de corpo presente foi agendada para esta segunda-feira (28), a partir das 10h, nas dependências da Catedral Basílica de Curitiba. Logo após a celebração religiosa, o sepultamento ocorrerá na cripta da própria catedral, local reservado a figuras históricas da igreja na região.

Reconhecimento à trajetória de fé e dedicação

Por meio de manifestações públicas em plataformas digitais, o governador Ratinho Junior enfatizou a relevância do legado deixado pelo arcebispo emérito ao longo de sua longa jornada dedicada à comunidade e à evangelização. Conforme destacou o chefe do Executivo estadual, o Paraná se despede de uma liderança que transformou a fé em uma ferramenta constante de acolhimento e auxílio ao próximo.

“Foram décadas de serviço à Igreja, sempre com simplicidade, acolhimento e palavras de esperança. Seu legado seguirá vivo entre todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo”, declarou Ratinho Junior ao ressaltar o impacto positivo da atuação do religioso junto à população paranaense.

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O decreto de luto oficial funciona como um instrumento de reconhecimento formal do Estado à relevância histórica de Dom Pedro para os católicos e para a sociedade em geral. O governador também externou solidariedade aos familiares enlutados, aos membros da Arquidiocese de Curitiba e aos fiéis que acompanharam a trajetória do líder religioso.

Prefeitura de Curitiba destaca importância histórica

O prefeito Eduardo Pimentel também utilizou as redes sociais para prestar homenagens, afirmando que a capital paranaense perdeu uma das figuras mais marcantes de sua trajetória institucional e religiosa. Pimentel relembrou que esteve presente, há pouco mais de um mês, nas festividades que comemoraram o centenário de nascimento de Dom Pedro Fedalto.

“Em respeito à memória de Dom Pedro Fedalto e a tudo o que ele representou para a nossa cidade, decretei luto oficial de 3 dias em Curitiba”, pontuou o prefeito, destacando que guardará para sempre a bênção recebida durante o encontro recente com o arcebispo.

A administração municipal relembrou que a biografia de Dom Pedro se confunde com o próprio desenvolvimento da capital e da Igreja Católica no estado. Foram mais de setenta anos dedicados ao sacerdócio, sendo 33 deles na liderança direta da Arquidiocese de Curitiba. Entre os momentos mais marcantes desse período está a organização da visita histórica do Papa João Paulo II à capital paranaense no ano de 1980.

A biografia e a caminhada eclesiástica de Dom Pedro Fedalto

Nascido em 11 de agosto de 1926, Pedro Antônio Marchetti Fedalto era filho de imigrantes italianos e demonstrou vocação religiosa ainda na juventude. Aos 14 anos, ingressou no Seminário Menor São José, situado em Curitiba. Posteriormente, aprofundou seus estudos nos campos da Filosofia e da Teologia no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, localizado em São Paulo.

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Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 6 de dezembro de 1953, na Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Dois dias mais tarde, celebrou sua primeira missa solene na Capela de Nossa Senhora do Carmo, situada na Colônia Antônio Rebouças, no município de Campo Largo, sua terra natal.

A partir de 1954, passou a desempenhar funções administrativas na Cúria Metropolitana, atuando como secretário pessoal do arcebispo e, posteriormente, como chanceler. No ano de 1956, consolidou parte de suas pesquisas históricas ao publicar a obra literária “A Arquidiocese de Curitiba na Sua História”.

A consagração episcopal ocorreu em 1966, quando assumiu o posto de bispo auxiliar de Curitiba aos 39 anos de idade. Com o falecimento de Dom Manuel da Silveira D’Elboux em 1970, foi designado arcebispo metropolitano, tomando posse efetiva no ano seguinte e permanecendo na função até 2004. Durante esse longo intervalo, também presidiu por quase três décadas o Regional Sul II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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Ao longo da vida eclesiástica, Dom Pedro teve contato direto com diversos pontífices da Igreja Católica, tendo encontrado pessoalmente os papas Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Seguindo as normas do direito canônico, apresentou seu pedido de renúncia ao completar 75 anos, passando a ostentar o título de arcebispo emérito após a posse de Dom Moacyr José Vitti em 2004.

Fonte:: ric.com.br

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