O empresário Joesley Batista, dono da JBS, desempenhou um papel crucial na organização do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este encontro está agendado para quinta-feira, dia 7, em Washington. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.
Atualmente, Joesley e seu irmão, Wesley Batista, estão nos Estados Unidos. De acordo com a agência, um jato da J&F, empresa controladora da JBS, deve fazer o trajeto do Colorado até Washington ainda nesta quarta-feira, dia 6. Ao ser questionada, a J&F optou por não comentar a situação.
A visita de Lula à capital americana foi adiada desde março, quando ambos os governos não conseguiram encontrar uma data adequada para a reunião. Embora a aproximação tenha sido discutida desde o final do ano passado e as negociações tenham ganhado força em janeiro, durante uma conversa telefônica entre os dois líderes, o encontro só acontecerá agora. O adiamento ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente enfatizando a guerra no Irã.
A Reuters não divulgou informações detalhadas sobre como Joesley atuou nas negociações para viabilizar este encontro entre Lula e Trump.
Como relatado pelo Estadão, Joesley faz parte de um seleto grupo de empresários brasileiros que têm estimulado a aproximação entre o presidente Lula e o ex-presidente americano nos últimos meses. Esse grupo intensificou sua presença em gabinetes próximos ao governo dos Estados Unidos, buscando evidenciar que as tarifas impostas sobre produtos brasileiros, anteriormente, resultavam em prejuízos para ambos os lados. Além de Joesley, outros empresários, como Carlos Sanchez (da EMS), João Camargo (do Grupo Esfera Brasil) e o investidor Lírio Parisotto, também estiveram envolvidos nas discussões.
No último encontro entre Lula e Trump, realizado na Malásia em outubro do ano passado, o Estadão registrou um momento em que o presidente brasileiro se dirigiu a Joesley e Wesley Batista, cumprimentando-os e mantendo uma breve conversa.
Joesley Batista também já atuou como mediador em situações internacionais, como em dezembro de 2025, quando se encontrou com o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na tentativa de convencê-lo a renunciar, buscando uma transição pacífica de poder na nação sul-americana. Maduro, posteriormente, foi capturado por autoridades americanas em janeiro deste ano, em Caracas, e extraditado para Nova York.
Fonte: estadao.com.br


