Justiça homologa acordo milionário para indenizar ex-funcionários das Casas Bahia

Marcelo Borges
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Foto: © Divulgação/ Casas Bahia

A Justiça do Trabalho no Distrito Federal oficializou nesta quinta-feira (15) um importante acordo judicial voltado para o pagamento de indenizações a milhares de trabalhadores da rede de varejo Casas Bahia. A decisão beneficia cerca de 4,3 mil funcionários que foram desligados pela empresa, que atualmente atravessa um processo de recuperação judicial formalizado em agosto deste ano.

A composição foi alcançada após intensa mediação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). As tratativas envolveram representantes da própria companhia e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). Pelo entendimento firmado, cada colaborador afetado pelas demissões receberá a quantia fixa de R$ 7,5 mil, além de verbas rescisórias fundamentais como o aviso prévio e a multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além das verbas principais, o pacote de compensações financeiras assegurado pelo acordo contempla o pagamento de comissões pendentes, premiações e diversas outras compensações retroativas a que os funcionários já tinham direito antes de perderem seus postos de trabalho. A medida busca mitigar os impactos financeiros imediatos sofridos pelos profissionais dispensados em meio à crise da corporação.

Novas regras para evitar dispensas em massa na rede varejista

Outro ponto de destaque no documento homologado pela Justiça diz respeito à criação de diretrizes rígidas para o futuro das relações trabalhistas na empresa. O acordo estabelece regras claras e obrigatórias para coibir novas dispensas em massa por parte da gestão das Casas Bahia.

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Ficou estipulado que qualquer futura movimentação de corte coletivo de pessoal deverá ser comunicada formalmente e de maneira prévia ao sindicato representativo da categoria, respeitando um prazo estrito de 72 horas. Caso a varejista descumpra esta diretriz procedimental, a empresa incorrerá em penalidade financeira, arcando com uma multa equivalente a R$ 1 mil por cada trabalhador afetado pela omissão.

O alcance territorial da decisão judicial é amplo, possuindo abrangência nacional. Desse modo, o entendimento é válido e aplicable para todos os empregados cujos nomes constavam em uma listagem oficial apresentada pela companhia no decorrer dos trâmites processuais.

Diálogo sindical valorizado após intervenção do Ministério Público do Trabalho

A procuradora do Trabalho Paula Ávila representou o órgão ministerial durante a audiência de conciliação. Para ela, o resultado obtido na Justiça representa um avanço significativo na valorização da negociação coletiva, servindo como barreira preventiva para evitar que crises corporativas resultem em demissões abruptas e desamparadas.

“A empresa assume o compromisso de respeitar a importância da negociação com as entidades sindicais em futuras dispensas coletivas. É fundamental que os sindicatos sejam informados e tenham a oportunidade de participar desse diálogo”, destacou a procuradora durante o encerramento da sessão.

O cenário de instabilidade financeira que culminou nestas negociações veio a público em agosto, quando a diretoria da rede varejista anunciou publicamente o agravamento de sua situação contábil. Na ocasião, a empresa protocolou oficialmente o pedido de recuperação judicial, informando um passivo expressivo que acumulava dívidas na casa dos R$ 17 bilhões. Como reflexo direto da reestruturação necessária para tentar sanar as finanças, cerca de 298 lojas físicas da marca acabaram tendo suas portas fechadas em todo o território nacional.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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