Justiça ouve testemunha em caso de ataque a policiais civis na casa de Oruam

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © reserva.oruam/Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro conduziu, nesta terça-feira (16), uma audiência de instrução e julgamento referente ao processo em que o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis. A juíza Tula Côrrea de Mello, que atua na 3ª Vara Criminal da Capital, ouviu uma testemunha de defesa de um dos envolvidos no caso. Além de Oruam, os réus Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais também estão sendo processados.

Depoimentos e detalhes do caso

No depoimento apresentado, Thallys Gabriel de Azevedo afirmou que os policiais estavam buscando por ele na residência de Oruam. Segundo a testemunha, os agentes não se identificaram e não apresentaram um mandado de busca e apreensão durante a ação. Thallys contou ainda que foi colocado dentro da viatura da Polícia Civil e que, durante o ocorrido, não presenciou qualquer agressão por parte dos policiais, que alegaram ter sido atacados com pedras.

Após os depoimentos, as defesas dos réus informaram que os mesmos decidiram permanecer em silêncio. O rapper Oruam, por sua vez, permanece foragido, com uma prisão preventiva já decretada pela Justiça, uma vez que ele não se apresentou após ter violado a tornozeleira eletrônica por 66 vezes.

Além disso, vale ressaltar que Oruam é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o conhecido Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, atualmente preso em um estabelecimento penal federal fora do estado do Rio de Janeiro.

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Contexto da acusação

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio, o incidente em questão ocorreu em julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na casa de Oruam, situada no bairro do Joá, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.

No dia do ataque, o delegado Moyses Santana e o então oficial de cartório da Polícia Civil, Alexandre Ferraz, estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão relacionado a Thallys Gabriel, que na época era menor de idade e supostamente vinculado ao tráfico de drogas. Durante a operação, os policiais afirmaram ter sido agredidos com pedras, um relato que passou a ser o cerne da investigação.

Na ocasião, Thallys conseguiu escapar da viatura policial e se escondeu em uma área de mata próxima ao local, não sendo encontrado pelas autoridades.

Desdobramentos e próximos passos

A audiência desta terça-feira representa um passo importante na busca por esclarecimentos sobre os eventos ocorridos e a atuação dos envolvidos. A audiência de instrução reúne elementos que podem influenciar as decisões judiciais futuras, além de determinar o andamento das defesas e a possibilidade de novos depoimentos. Caso Oruam não se apresente à Justiça, o processo poderá seguir sem sua participação ativa, o que pode impactar na relação de provas apresentadas.

O atendimento a este caso tem gerado discussões sobre a abordagem policial e as diretrizes de conduta durante operações, levantando questões sobre os direitos dos cidadãos e os limites da força policial.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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