Polícia civil do paraná emite alerta sobre golpe da falsa central bancária

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

Entenda como funciona o esquema criminoso que utiliza ligações telefônicas para enganar correntistas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) emitiu um alerta importante para a população a respeito de uma modalidade de estelionato que vem fazendo diversas vítimas: o golpe da falsa central bancária. Os criminosos utilizam técnicas sofisticadas de persuasão para simular o atendimento de instituições financeiras e induzir os correntistas a realizarem transferências indesejadas.

Na prática criminosa, uma pessoa entra em contato com a vítima por meio de ligações telefônicas ou aplicativos de mensagens. Durante a conversa, o falso atendente se identifica como funcionário do banco e relata que foi identificada uma tentativa de compra suspeita ou uma movimentação irregular na conta bancária daquele cliente.

Para gerar um cenário de urgência e pânico, o golpista afirma que é necessário agir rapidamente para impedir que o dinheiro seja subtraído. A solução apresentada pelo estelionatário é a realização de uma transferência via Pix para uma suposta conta de segurança, o que na verdade direciona os recursos diretamente para os criminosos.

A engenharia social por trás da fraude financeira

De acordo com o delegado da PCPR Fernando Garbelini, essa prática criminosa se apoia fortemente na engenharia social. Os fraudadores manipulam psicologicamente a vítima, provocando sentimentos intensos de medo e urgência que acabam por diminuir a capacidade de raciocínio lógico e análise crítica da situação.

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“O atendente conhece procedimentos bancários, utiliza termos financeiros e apresenta uma solução: transferir o saldo para outra conta. É nesse momento que a vítima deve acender o alerta e interromper o contato”, explica a autoridade policial. O delegado reforça ainda que nenhuma instituição financeira legítima solicita transferências de valores para proteger o dinheiro depositado por seus clientes.

Além de exigir transferências bancárias imediatas, os golpistas frequentemente solicitam o fornecimento de senhas pessoais, códigos de verificação enviados por SMS e até mesmo a instalação de aplicativos desconhecidos no telefone celular da vítima. Sob o argumento de realizar procedimentos de segurança, esses programas maliciosos costumam permitir o acesso remoto ao aparelho, concedendo aos criminosos total controle sobre as informações financeiras e bancárias armazenadas no dispositivo.

Como se proteger e evitar prejuízos financeiros

As autoridades policiais ressaltam que, mesmo quando o número de telefone exibido na tela do celular aparenta pertencer à instituição financeira oficial, o cidadão jamais deve fornecer dados pessoais, senhas ou códigos de segurança durante a chamada.

“Banco não pede senha por telefone, não solicita código de segurança e nunca orienta o cliente a fazer Pix para proteger dinheiro. Também desconfie se pedirem para instalar aplicativo no celular. Isso pode permitir que o criminoso controle sua conta a distância”, adverte o delegado Fernando Garbelini.

A recomendação principal da PCPR é que, diante de qualquer ligação com características suspeitas, o cidadão encerre a chamada imediatamente. É aconselhável aguardar alguns minutos e, em seguida, entrar em contato com o banco utilizando exclusivamente os canais oficiais de atendimento, como o aplicativo oficial instalado no próprio smartphone ou os números de telefone divulgados no site institucional da instituição financeira.

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O que fazer caso tenha caído no golpe

Caso a vítima já tenha realizado a transferência ou fornecido dados sensíveis aos criminosos, é fundamental agir com rapidez para tentar minimizar os danos financeiros. O primeiro passo é entrar em contato imediato com o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Trata-se de um procedimento regulamentado e criado pelo Banco Central especificamente para auxiliar na recuperação de valores transferidos via Pix em situações comprovadas de fraude. O mecanismo permite que as instituições envolvidas analisem a ocorrência e, caso os requisitos necessários para a devolução sejam preenchidos, procedam com o bloqueio e a recuperação parcial ou total dos valores que ainda estiverem disponíveis na conta de destino.

Os especialistas lembram, no entanto, que a solicitação do MED não garante o ressarcimento integral do montante perdido. Por isso, a etapa seguinte é indispensável para formalizar a situação perante as autoridades.

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“Na sequência, registre boletim de ocorrência na Polícia Civil”, orienta o delegado. No documento policial, a vítima deve relatar detalhadamente os fatos, informando os dados completos da transação financeira, os números de telefone utilizados pelos suspeitos e quaisquer outras informações que possam auxiliar o trabalho de investigação.

O registro da ocorrência pode ser realizado de forma rápida e prática pela internet, diretamente por meio do site da PCPR, dependendo da natureza exata do fato, ou de maneira presencial em qualquer unidade policial do estado. Além disso, denúncias e informações que possam ajudar a identificar e localizar os suspeitos de estelionato podem ser repassadas anonimamente pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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