Lançamento do foguete brasileiro MLBR pode ser postergado; veja nova previsão

Marcelo Borges
4 min. de leitura
A BIZU Space realizou com sucesso o ensaio de u...

O cronograma de lançamentos do Microlançador Brasileiro (MLBR), um foguete nacional projetado para lançar satélites em órbita, está passando por uma reavaliação que pode adiar seu início para 2027. Este novo prazo foi divulgado pelos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

De acordo com as informações fornecidas, a alteração no cronograma se deve à complexidade das etapas técnicas e os testes que precisam ser realizados para garantir tanto a segurança quanto a confiabilidade do veículo espacial. A equipe envolvida destaca que, neste momento, os esforços estão focados na integração dos sistemas e na aceleração dos testes, com o objetivo de assegurar que cada componente do lançador funcione corretamente.

Imagens do projeto do foguete brasileiro

Os desenvolvedores do MLBR informam que os sistemas principais do foguete já foram definidos e grande parte dos equipamentos já está fabricada. Atualmente, esses componentes estão passando por uma série de testes rigorosos para validar seu desempenho sob condições extremas de voo, que incluem altas temperaturas, vibrações intensas e significativas acelerações.

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Avanços em Fase Crucial

Apesar da possibilidade de adiamento, o MLBR alcançou uma das etapas mais importantes de seu desenvolvimento. Os preparativos para os primeiros carregamentos dos motores que equiparão o foguete foram concluídos. Entre as conquistas recentes estão a formulação do propelente inerte utilizado nos testes iniciais e a finalização dos envelopes dos propulsores N-04 e N-09, que serão utilizados nos segundo e terceiro estágios do foguete.

A escolha do propelente inerte é considerada estratégica, pois permite a validação de procedimentos operacionais, requisitos de qualidade e protocolos de segurança antes da utilização do propelente ativo nas fases subsequentes do projeto.

Até o momento, três motores do MLBR tiveram suas estruturas qualificadas. O motor N-90, que será empregado no primeiro estágio do foguete, utiliza aproximadamente nove toneladas de propelente, enquanto o N-09 consome cerca de uma tonelada e o N-04 utiliza em torno de 400 quilos.

Os responsáveis pelo projeto destacam que os carregamentos inertes representam um passo importante para o amadurecimento tecnológico do programa espacial brasileiro. Ralph Correa, gerente do programa e engenheiro da Cenic Engenharia, afirmou que “o avanço dos preparativos reforça a evolução contínua do MLBR em direção ao objetivo de contribuir para a ampliação da capacidade brasileira de acesso independente ao espaço.”

O objetivo do MLBR é se tornar o primeiro veículo brasileiro capaz de colocar pequenos satélites em órbita terrestre a partir do território nacional.

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Teste bem-sucedido de motor

No final de maio, a startup BIZU Space realizou um teste bem-sucedido do motor-foguete líquido ARION, considerado um marco significativo para a propulsão espacial brasileira. Este ensaio fez parte da missão “Deitado em Berço Esplêndido” (DeBE), que visava validar a versão ablativa do motor.

Desenvolvido e produzido integralmente pela própria empresa, o motor utiliza peróxido de hidrogênio como oxidante e querosene de aviação como combustível. O teste ocorreu no banco de ensaios T8, uma estrutura da própria empresa localizada no campus da Universidade do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, São Paulo.

A campanha teve como objetivo validar tecnologias críticas para o programa espacial brasileiro, incluindo sistemas de tanques, válvulas, além de controle e integração do conjunto propulsivo. O projeto recebeu apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), um órgão vinculado ao MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em colaboração com a AEB (Agência Espacial Brasileira). Outras empresas colaboram no desenho do foguete, como Concert, Etsys, Delsis e Plasmahub.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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