Ibovespa ultrapassa 174 mil pontos impulsionado por expectativas em relação à Selic e dólar recua

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © Rovena Rosa/Agência Brasil

No contexto de um feriado nos Estados Unidos, a Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, voltou a fechar acima da marca de 174 mil pontos, alcançando essa marca pela primeira vez em um mês. O dólar também registrou uma queda, sendo cotado a R$ 5,16.

Esse movimento positivo no mercado foi influenciado pela divulgação de dados mais fracos referentes à produção industrial em maio, o que solidificou as apostas de um corte na taxa Selic de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto. Com os mercados norte-americanos fechados por conta do feriado do Dia da Independência, a liquidez nas operações foi consideravelmente reduzida.

Encerrando a sessão de sexta-feira (3), o Ibovespa, que é o principal índice da B3, registrou uma alta de 0,74%, fechando aos 174.070,27 pontos, nível que não era alcançado desde o dia 2 de junho. Ao longo da semana, o índice acumulou um ganho de 0,45% e, no total do ano, já avança 8,03%.

O volume financeiro negociado foi de R$ 12,6 bilhões, um valor bem abaixo da média diária habitual, reflexo da dificuldade de negociação devido ao fechamento do mercado em Wall Street.

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O dólar comercial apresentou uma queda de R$ 0,04, equivalente a 0,76%, fechando a R$ 5,168. Esse resultado praticamente anulou a alta acumulada na semana, que foi de apenas 0,03%, favorecido por um ambiente positivo para as moedas de países emergentes e pela melhora no apetite por ativos brasileiros.

A reação do mercado de ações

A movimentação da bolsa foi fortemente catalisada pela divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reportou um recuo de 0,2% na produção industrial em maio em comparação a abril, um resultado abaixo das expectativas do mercado financeiro.

Esses dados econômicos reafirmaram a ideia de uma desaceleração da atividade econômica e intensificaram as apostas de que o Banco Central poderá iniciar um ciclo de redução das taxas de juros já na próxima reunião do Copom.

A queda nas taxas de juros futuros beneficiou especialmente ações de empresas que são mais sensíveis ao custo do crédito, trazendo a expectativa de uma melhora nos resultados corporativos e tornando os preços das ações mais atrativos.

Análise do câmbio

Em relação ao câmbio, o real acompanhou a valorização das moedas emergentes diante de um dólar mais fraco no mercado internacional. Além da possibilidade de um corte na Selic, os investidores também reagiram a dados desfavoráveis do mercado de trabalho nos Estados Unidos que foram divulgados recentemente, o que diminuiu as expectativas em relação a uma política monetária mais rigorosa por parte do Federal Reserve.

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O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, manteve-se próximo da estabilidade durante a sessão, enquanto o mercado aguarda os próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos.

Em termos gerais, o dólar acumulou uma queda de 5,83% em relação ao real no decorrer do ano.

Liquidez do mercado

O fechamento das bolsas e do mercado de títulos do Tesouro americano, devido ao feriado de 4 de julho, resultou em uma redução significativa no volume de negociações, limitando a formação de tendências mais sólidas para o dia.

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Internamente, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, reconheceu a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. Essa declaração contribuiu para a redução dos juros no mercado futuro, favorecendo assim a valorização da bolsa de valores.

* Informações adicionais foram obtidas da Reuters.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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