Jornalista sequestrada em junho é encontrada morta no México

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Estadao.com.br

As autoridades do México anunciaram nesta sexta-feira, 3, a descoberta do corpo de uma jornalista sequestrada no início de junho por dois homens armados. O sequestro de Roxana Guzmán, ocorrido em sua residência, foi registrado em um vídeo alarmante.

Os restos mortais de Guzmán foram localizados há alguns dias em uma casa e identificados pela Procuradoria do Estado de Veracruz, conforme um comunicado oficial.

Roxana Guzmán trabalhava em um veículo digital situado em Veracruz, que é notoriamente um dos estados mais perigosos em termos de crimes contra jornalistas no México. Esse veículo, que publica informações e denúncias sobre Nanchital, uma comunidade com aproximadamente 30 mil habitantes, utiliza a plataforma Facebook para veicular suas notícias.

Um vídeo de 35 segundos capturou o momento do sequestro, mostrando um homem utilizando uma marreta para tentar arrombar a porta da casa de Guzmán. Em seguida, outro indivíduo, armado com um fuzil, finalizou o arrombamento com chutes. A gravação foi interrompida assim que os sequestradores conseguiram entrar na residência.

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Oito pessoas foram detidas em conexão com o homicídio, incluindo quatro homens que, na época do crime, eram policiais municipais. De acordo com a Procuradoria, esses policiais estavam envolvidos no apoio ao grupo criminoso que sequestrou a jornalista, oferecendo recursos, alimentação e logística.

Este caso lamentável ressalta a crescente violência contra jornalistas na região, onde outros dois profissionais da comunicação foram assassinados nesse mesmo ano. O México tem sido classificado como um dos países mais perigosos do mundo para o exercício da profissão, conforme relatórios da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Desde 1994, mais de 150 jornalistas foram assassinados no país, refletindo um ambiente desafiador para a liberdade de imprensa.

Fonte: estadao.com.br

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