Ministério da Saúde intensifica alerta e apela por atualização da caderneta contra o sarampo

Marcelo Borges
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Foto: © Paulo Pinto/Agencia Brasil

Diante do registro de novas ocorrências de sarampo em território paulista ao longo dos últimos meses, o Ministério da Saúde intensificou o chamamento público para que a população mantenha a caderneta de vacinação devidamente atualizada. A mobilização ocorre em um momento crucial para a saúde pública nacional, visando barrar qualquer possibilidade de avanço do vírus e proteger as faixas etárias mais vulneráveis, especialmente crianças e adolescentes.

A Campanha Nacional de Multivacinação permanece em andamento, tendo como foco principal verificar minuciosamente a situação vacinal de crianças e adolescentes com menos de 15 anos. Durante esse período, os postos de saúde de todo o país estão preparados para aplicar as doses necessárias que eventualmente estejam faltando no histórico de imunização, com destaque para a vacina tríplice viral, principal escudo de proteção contra o sarampo, além de caxumba e rubéola.

De acordo com o balanço oficial divulgado pelas autoridades sanitárias, o Brasil contabilizou 27 confirmações da doença ao longo do ano de 2026. Desse total, 24 estão diretamente associados a uma cadeia de transmissão ativa que teve início no mês de junho no estado de São Paulo. Desse grupo específico no estado paulista, a grande maioria concentra-se na capital, com 21 registros, além de duas ocorrências confirmadas no município de São Bernardo do Campo e uma na cidade de Guarulhos.

Adicionalmente, as autoridades informam que os outros três episódios isolados da doença identificados — sendo dois no estado de São Paulo e um no Rio de Janeiro — não apresentavam qualquer tipo de vínculo epidemiológico entre si. Esses casos já foram considerados encerrados pelas equipes de vigilância em saúde após transcorrer o período de 12 semanas sem o surgimento de novas ocorrências correlacionadas.

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Fazendo um comparativo com o período anterior, o ministério lembra que, em 2025, o país registrou 38 casos de sarampo, todos classificados como importados ou decorrentes de processos de importação do vírus. Naquela ocasião, a pronta atuação dos órgãos de vigilância epidemiológica e das equipes de imunização garantiu o controle total da situação, evitando surtos de maior proporção.

“Com isso, o Brasil segue livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo diante do aumento de casos registrado em outros países das Américas”, ressaltou o ministério por meio de um comunicado oficial emitido à imprensa.

Esquema vacinal e recomendações específicas

Considerado uma enfermidade extremamente contagiosa, o sarampo pode ser evitado de maneira eficaz por meio da imunização com a tríplice viral, que confere proteção simultânea contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. O seguimento rigoroso do calendário de vacinação é a principal ferramenta de defesa da sociedade contra o retorno de epidemias.

Para o público infantil, o protocolo padrão estabelece a aplicação de duas doses ao longo da primeira infância: a primeira deve ser administrada quando a criança completa 12 meses de vida, enquanto a segunda dose é recomendada aos 15 meses de idade, garantindo a imunidade de longo prazo.

O esquema de proteção também abrange outras faixas etárias. Jovens e adultos de até 29 anos de idade que não tenham sido imunizados anteriormente ou que não possuam nenhuma comprovação formal em sua caderneta devem receber duas doses da vacina, respeitando um intervalo mínimo de 30 dias entre a primeira e a segunda aplicação.

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Já para a população adulta compreendida na faixa etária de 30 a 59 anos, a diretriz técnica atual recomenda a administração de uma dose única da vacina contra o sarampo, reforçando a barreira imunológica coletiva.

Em circunstâncias excepcionais onde se verifica a circulação ativa do vírus no ambiente, as estratégias locais de vacinação podem ser ampliada pelas secretarias de saúde, sempre fundamentadas em rigorosas avaliações epidemiológicas. No estado de São Paulo, por exemplo, em decorrência da cadeia de transmissão recentemente identificada, o ministério recomendou intensificar a mobilização nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nestas localidades, bebês com idade entre 6 e 11 meses passaram a ser contemplados com a chamada dose zero.

“A dose zero é uma estratégia adicional de proteção para crianças menores de 1 ano em cenários de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e 15 meses”, enfatizou a pasta da Saúde, reiterando a importância de os pais e responsáveis comparecerem aos postos de atendimento.

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Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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