Nova etapa da Operação Gota leva imunização a aldeias na Amazônia

Marcelo Borges
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Foto: © Rafael Nascimento/MS

A partir deste domingo (30), uma nova fase da Operação Gota tem início com o objetivo de beneficiar 20 aldeias indígenas localizadas na região da Amazônia Legal. Essa iniciativa estratégica busca ampliar de maneira significativa o acesso a imunizantes em comunidades de difícil acesso, cujas características geográficas peculiares e barreiras de transporte exigem o emprego de uma logística aérea complexa para viabilizar o deslocamento seguro das equipes multiprofissionais de saúde até os locais mais isolados.

Em nota oficial divulgada à imprensa, o Ministério da Saúde informou que esta etapa da operação permanecerá em andamento até o próximo dia 6 de setembro. A ação contempla de forma abrangente as comunidades que são assistidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará, disponibilizando todas as vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação para assegurar a proteção completa da população local.

A execução dessa importante missão é fruto de uma articulação intersetorial que envolve a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Defesa e o apoio fundamental da Força Aérea Brasileira (FAB). Além da região norte, a força-tarefa logística e sanitária também será direcionada para atender comunidades indígenas situadas na região do Médio Rio Purus, onde as atividades de imunização estão com o cronograma previsto para ocorrer entre os dias 10 e 20 de setembro.

Fazendo um balanço das ações recentes, os dados oficiais da pasta ministerial apontam que, durante o primeiro semestre de 2026, a Operação Gota marcou presença em territórios estratégicos como o Alto Rio Negro, o Alto Rio Juruá e o Vale do Javari. O balanço consolidado dessas incursões demonstra que 112 aldeias foram efetivamente visitadas pelas equipes de saúde, resultando na aplicação de cerca de 13 mil doses de imunizantes e na proteção de mais de 8 mil indígenas que habitavam essas áreas remotas.

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Rigoroso planejamento logístico e sanitário

Antes que cada missão humanitária e de saúde tenha início, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas realizam um levantamento detalhado para mapear quais comunidades apresentam os maiores níveis de dificuldade de acesso, além de identificar com precisão as pessoas que necessitam de atendimento prioritário. Com base nesse diagnóstico situacional, são definidos com rigor os quantitativos exatos de vacinas, insumos médico-hospitalares e demais recursos fundamentais para garantir o pleno funcionamento das atividades em campo.

Segundo esclarecimentos do Ministério da Saúde, a atuação das equipes da Operação Gota não se restringe exclusivamente à aplicação de vacinas. Dependendo das demandas específicas e das necessidades diagnosticadas em cada território visitado, os profissionais de saúde também podem realizar outros procedimentos de assistência médica direta, além de avaliações e do acompanhamento nutricional contínuo dos moradores locais, promovendo assim um cuidado integral à saúde dos povos indígenas.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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