Prejuízo dos correios ultrapassa cinco bilhões de reais no primeiro semestre

Marcelo Borges
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Agência dos Correios  • Foto: Marcelo Camargo/A...

Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões durante o primeiro semestre de 2026. O balanço financeiro divulgado aponta que o resultado negativo representa uma alta de 30,36% sobre o montante também desfavorável de R$ 4,26 bilhões contabilizado no mesmo período do ano anterior.

Analisando apenas o segundo trimestre de 2026, o prejuízo líquido somou R$ 2,39 bilhões. Esse valor representa uma retração de 5,5% em comparação com os R$ 2,53 bilhões perdidos no mesmo intervalo de 2025. Quando o desempenho é confrontado com os primeiros três meses do ano corrente, período em que o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, nota-se uma diminuição de 24,4% na margem negativa.

No que tange à receita líquida de vendas e prestação de serviços, a estatal obteve R$ 4,01 bilhões nos meses de abril a junho. O número indica um recuo de 5,41% frente aos R$ 4,24 bilhões apurados um ano antes. No entanto, em relação ao primeiro trimestre de 2026, houve uma expansão de 3,8% na arrecadação, conforme os dados publicados no balanço oficial.

Esforços de reestruturação e cortes de gastos

Diante do cenário econômico adverso, a diretoria da empresa pública informou por meio de nota que os números refletem o período de transição e implementação de um plano de reestruturação. O planejamento estratégico engloba uma profunda revisão de despesas correntes e contratos vigentes, reorganização institucional, otimização da eficiência operacional e novas frentes voltadas para impulsionar a captação de receitas.

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“O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade das medidas de reestruturação, com foco na recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização do modelo de negócios”, destacou a administração no documento que acompanha os demonstrativos contábeis.

Aporte financeiro e suporte do governo

Para mitigar a crise financeira na instituição, o governo já assumiu compromisso oficial de injetar um aporte de capital que totaliza R$ 6 bilhões até o encerramento do ano de 2027.

A obrigação de repasse de recursos públicos está estipulada nas cláusulas contratuais de um empréstimo de R$ 12 bilhões captado pela empresa estatal no ano passado junto a um consórcio de cinco instituições bancárias, contando com a garantia oficial do Tesouro Nacional. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, confirmou que a previsão do aporte financeiro constará na proposta da Lei Orçamentária Anual voltada para o exercício de 2027.

Fonte:: cnnbrasil.com.br

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