Ministro da Fazenda critica Rondônia por não aderir à redução do ICMS

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou sua desaprovação em relação à escolha do estado de Rondônia de não acatar a proposta do governo federal para a redução do ICMS que incide sobre o diesel. Essa medida temporária foi elaborada com o objetivo de mitigar, em todo o Brasil, o aumento nos preços dos combustíveis, agravado pela instabilidade provocada pela guerra no Oriente Médio.

Durigan argumentou que a negativa de Rondônia é motivada por razões políticas e não técnicas, uma vez que a maioria dos estados — incluindo aqueles governados por partidos opositores — aceitou a iniciativa visando aliviar o impacto dos preços elevados sobre a população.

Consequências da não adesão de Rondônia

Em suas declarações, o ministro enfatizou que a rejeição da proposta é uma decisão que prejudica os próprios cidadãos do estado, já que Rondônia enfrenta um grande desafio devido à sua dependência do transporte rodoviário. “Os estados com governadores de oposição, que mantêm debates difíceis conosco no Congresso Nacional, aderiram à proposta porque compreenderam a necessidade da população nesse momento crítico”, destacou Durigan.

O ministro também lamentou que questões políticas estejam interferindo em decisões que poderiam beneficiar a sociedade, especialmente em um período em que esforços são realizados para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros. “É lamentável que esse tipo de situação esteja ocorrendo, enquanto lutamos para encontrar soluções que atendam às necessidades do povo”, afirmou durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, que é veiculado pela Empresa Brasil de Comunicação.

- Publicidade-

Decisão política de Rondônia

Durigan argumentou que se a decisão fosse baseada em análises técnicas, todos os 26 estados da federação teriam levantado objeções semelhantes. “As razões para essa decisão são, sem dúvida, políticas, e não devem ser tratadas como questões de gestão”, disse o ministro, ressaltando a necessidade de foco em soluções que priorizem o bem-estar da população.

Ele também mencionou que levará a situação ao conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo será discutir a avaliação de possíveis medidas alternativas que possam ser adotadas para beneficiar os cidadãos de Rondônia.

Governança em Rondônia

O estado é administrado pelo Coronel Marcos Rocha, que é um policial militar e, no início deste ano, fez a troca de partido, mudando do União Brasil para o PSD. Essa mudança política gera um contexto adicional que pode estar influenciando a postura do governo sobre a questão do ICMS.

A expectativa é que as discussões em torno da proposta de redução do ICMS sobre o diesel continuem, uma vez que a pressão para a diminuição dos preços dos combustíveis permanece como um tema de grande relevância em todo o Brasil.

Enquanto isso, a população de Rondônia e de outros estados afetados pelas altas dos preços dos combustíveis espera que os governantes priorizem decisões que realmente beneficiem o bem-estar econômico e social dos cidadãos.

- Publicidade-

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe esta notícia