Novo estudo do Ipardes detalha desenvolvimento sustentável e bacias hidrográficas no Paraná

Marcelo Borges
6 min. de leitura
Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apresentou oficialmente a sua mais recente edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) com foco nas bacias hidrográficas do Estado. A iniciativa tem como propósito central monitorar as transformações territoriais paranaenses, servindo como base estratégica para a formulação de políticas públicas, investigações acadêmicas e o aprimoramento da gestão ambiental e socioeconômica.

Historicamente publicado a cada cinco anos, o levantamento passa a adotar uma periodicidade bienal a partir do ciclo de 2026. Com essa mudança, o estudo consolida uma análise aprofundada que cruza dados sobre recursos naturais, padrões de qualidade ambiental e indicadores sociais e econômicos. O material é apresentado de forma integrada por meio de representações cartográficas, quadros estatísticos e gráficos detalhados.

De acordo com o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a publicação reitera o compromisso institucional com a geração de dados técnicos de alta confiabilidade. “Trata-se de uma ferramenta técnico-científica essencial para direcionar e fiscalizar políticas públicas, além de fornecer inteligência de mercado para a iniciativa privada em áreas cruciais como a gestão hídrica e a sustentabilidade corporativa”, pontuou o dirigente.

Callado também enfatizou a transição estratégica do instituto ao longo dos últimos anos. Enquanto o foco histórico esteve restrito ao âmbito econômico, a atuação atual abrange de forma robusta as dimensões sociais e ecológicas. “Esses dados subsidiam tomadores de decisão em todas as esferas. Quanto mais ágil e atualizada for a nossa base de informações, maior será a nossa capacidade de atuar na promoção de um modelo verdadeiramente sustentável”, complementou.

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Dimensões ambiental e de infraestrutura

No recorte voltado ao meio ambiente, o Índice de Qualidade das Águas (IQA) — dimensionado a partir de 172 estações de monitoramento em todo o território paranaense e sistematizado conforme os parâmetros do Instituto Água e Terra (IAT) — apontou que a maior parte das situações avaliadas, equivalente a 87%, enquadra-se na classificação considerada boa.

No setor de saneamento básico, dados repassados pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) indicam que a cobertura da rede urbana de abastecimento de água atingiu a marca de 100% em 2025. No mesmo período, o índice de atendimento com rede de esgotamento sanitário nas áreas urbanas dos municípios atendidos pela estatal chegou a 82,4%.

Em relação ao uso do solo, o mapeamento executado pelo MapBiomas apontou que a agropecuária ocupa 69,01% da superfície do Estado. Na sequência aparecem as áreas florestadas, com 26,19%; os corpos d’água, somando 2,05%; as regiões não vegetadas, com 1,43%; e a cobertura de vegetação herbácea e arbustiva, representando 1,31%.

Panorama socioeconômico e educacional

No contexto econômico nacional, o Paraná manteve a quarta colocação no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) referente a 2023, respondendo por 6,1% de toda a riqueza gerada no Brasil. O resultado expressivo reflete a força das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e a forte contribuição da agropecuária e da silvicultura para o valor adicionado estadual.

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Adicionalmente, a indústria de transformação paranaense respondeu por 8,4% do Valor da Transformação Industrial (VTI) em âmbito nacional, consolidando o Estado no terceiro lugar entre as Unidades da Federação.

No pilar social, os dados do Censo Demográfico revelam que a taxa de alfabetização da população paranaense alcançou 95,69%, índice superior à média registrada para o conjunto do país, que ficou em 93%.

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“Os indicadores paranaenses demonstram um cenário bastante favorável e com forte potencial de expansão. Quando comparamos nossos números com as médias brasileiras, observamos patamares muito sólidos, fruto da convergência entre as diretrizes públicas e a dinâmica dos setores produtivos”, avaliou o diretor-presidente do Ipardes.

Para Jorge Callado, a vocação bioeconômica do Paraná evidencia a dependência direta entre a economia e os ativos naturais. “Nossa estrutura econômica e social está alicerçada nos recursos hídricos, na fertilidade do solo, na qualidade atmosférica e nas florestas. Essa articulação estreita entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico é a chave para assegurar o futuro sustentável do Estado”, concluiu.

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Autoridades presentes no lançamento

O evento de divulgação do novo documento contou com a participação de importantes gestores públicos e técnicos, entre os quais o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), José Volnei Bisognin; o diretor de Pesquisa do Ipardes, Julio Takeshi Suzuki Junior; o diretor de Estatística do Ipardes, Marcelo Antonio; o chefe de gabinete da Defesa Civil Estadual, major Marcos Vidal; o diretor de Desenvolvimento Econômico e Integração da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços, Marcos Júnior Marini; e o gerente de Planejamento e Desenvolvimento Ambiental da Sanepar, Pedro Luiz Prado Franco.

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Fonte:: iat.pr.gov.br

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