ONU condena ataques de Israel ao Líbano em meio a negociações por cessar-fogo

Marcelo Borges
3 min. de leitura
ONU tem feito críticas a Israel desde o início ...

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, emitiu uma forte condenação aos ataques de Israel ao Líbano, ocorridos no último domingo (14), enquanto as partes envolvidas tentavam alcançar um acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (EUA) e Irã. Esta declaração veio poucas horas após os ataques militares que foram relatados na região.

“Eu condeno veementemente os ataques israelenses de hoje em Beirute. Os ataques ocorreram apesar do cessar-fogo e em um momento em que se espera que os EUA e o Irã cheguem a um acordo que abrirá o caminho para uma resolução pacífica deste conflito”, afirmou Guterres em sua declaração, publicada em uma rede social.

Além da condenação, Guterres também destacou que os conflitos no Oriente Médio têm gerado consequências “devastadoras” para a economia global, o que reforça a urgência de se encontrar uma solução pacífica para as tensões na região.

O secretário-geral ainda fez um apelo a todas as partes envolvidas para que ajam com a máxima moderação neste período crítico e expressou esperança de que os esforços em andamento dos EUA e do Irã resultem em um desfecho positivo e duradouro.

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OCDE alerta sobre impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio

OCDE mostrou em estudo riscos de desaceleração à economia global

Um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que a continuidade dos conflitos no Oriente Médio pode levar a uma desaceleração significativa da economia mundial nos próximos anos. A pesquisa aponta que, para este ano, uma desaceleração é esperada, principalmente devido ao aumento dos custos de energia, que afeta tanto o consumo quanto o investimento das empresas.

As previsões da OCDE indicam uma expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de apenas 2,8% em 2026, o que representa uma queda de 0,8% em relação ao crescimento projetado para 2025. Se os conflitos persistirem, especialmente se houver interrupções na produção de energia e no transporte marítimo, as consequências podem ser ainda mais graves, levando a uma redução potencial do PIB mundial em até 2,1% em 2026 e 1,8% em 2027.

Esse cenário para 2027 seria o mais prejudicial do século, excetuando o ano de 2020, quando a pandemia de Covid-19 teve um impacto devastador em diversos setores produtivos em todo o mundo.

As análises da OCDE ressaltam a importância de um diálogo eficaz e ações coordenadas entre as nações envolvidas, além de um comprometimento com a paz, para que a economia global não enfrente uma crise severa como a que ocorreu durante a pandemia.

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*com informações do Estadão Conteúdo

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