Orquidário “Tistu” é inaugurado no Complexo Médico Penal e amplia ações de reintegração social em Pinhais

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Policiapenal.pr.gov.br

No dia 22 de setembro, foi inaugurado o orquidário “Tistu” nas dependências do Complexo Médico Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Este espaço faz parte de uma iniciativa voltada à capacitação profissional e à reintegração social de pessoas privadas de liberdade (PPL) e surge da colaboração entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e a Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Curitiba.

O nome “Tistu” é uma homenagem ao personagem central do livro “O Menino do Dedo Verde”, e a construção do orquidário foi realizada em um curto período de duas semanas. Quatro indivíduos sob custódia foram responsáveis pela mão de obra, utilizando materiais doados pelo IDR, incluindo bambus que formam a estrutura do local. Além disso, a Pastoral Carcerária contribuiu com a doação de orquídeas e planeja, em breve, disponibilizar um florista que oferecerá cursos sobre cultivo e arranjos florais. Essas formações visam tanto a capacitação profissional como a possibilidade de remição de pena por meio do aprendizado.

As orquídeas cultivadas no orquidário não servirão apenas como atividade pedagógica, mas também serão utilizadas na ornamentação de eventos e na decoração de unidades da Polícia Penal do Paraná. Essa integração entre a educação e o desenvolvimento profissional busca proporcionar aos custodiados oportunidades de reintegração mais efetivas.

Renê Fernandez, diretor do CMP, comentou sobre a importância da parceria com a Pastoral Carcerária, destacando os diversos cursos que têm sido oferecidos aos apenados. “Esta ação colabora com a reintegração social de maneira fundamental. Com o orquidário, esperamos não apenas formar floristas, mas também oferecer uma perspectiva de trabalho autônomo para aqueles que se interessarem por essa atividade após cumprirem suas penas”, explicou o diretor.

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Vale ressaltar que o bimateriais, como o bambu, foram escolhidos estrategicamente para a construção do orquidário. Nailton de Lima, bioconstrutor do IDR, comentou sobre essa escolha, afirmando que “o bambu simboliza a coletividade e a união, um importante elemento para a filosofia que queremos transmitir aqui.”

A coordenadora da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Curitiba, Flávia Cristina Mancino Nichele, também fez uma reflexão sobre o impacto do orquidário no desenvolvimento pessoal dos custodiados. Durante a cerimônia de inauguração, ela recitou um trecho de um poema que ilustra a proposta do projeto: “Basta praticar orquidoterapia / Exercitando a paciência / Longe de um pesadelo, é muito singelo, qualquer um faz / É semear o zelo para colher o belo / Vivenciando a paz.”

A criação desse espaço no CMP é um passo importante para promover ações que favoreçam a reintegração social dos detentos, mediante o aprendizado de novas habilidades e responsabilidade. Com isso, busca-se não apenas o cumprimento de penas, mas também preparar os indivíduos para uma nova vida após a liberdade, oferecendo-lhes a chance de trabalho e autonomia.

O projeto do orquidário “Tistu” se alinha a outras iniciativas em andamento no complexo, todas voltadas para a capacitação profissional e a promoção de um ambiente educativo. Dessa forma, espera-se que os custodiados possam adquirir conhecimentos valiosos que os ajudem na construção de um futuro melhor e mais digno.

A inauguração do orquidário reflete o comprometimento das instituições envolvidas com a transformação da realidade daqueles que estão em situação de privação de liberdade, promovendo não apenas a formação profissional, mas também uma nova perspectiva de vida através das oportunidades que podem surgir.

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Fonte: policiapenal.pr.gov.br

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