“Não existe um coração para mim”. Com essa frase, a paranaense Andressa Banach começou a enfrentar um sério desafio de saúde logo após dar à luz ao seu quinto filho. O drama se iniciou em 2024, quando, após a gestação, ela começou a sentir sintomas desconhecidos que alteravam significativamente sua rotina diária.
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Na busca por respostas, Andressa encontrou atendimento na rede pública de saúde, onde finalmente recebeu o diagnóstico de insuficiência cardíaca periparto. O tratamento indicado pela equipe médica foi um transplante de coração.
Esse já seria um obstáculo considerável na jornada de recuperação da residente de São José dos Pinhais, mas a situação se complicou ainda mais. Exames revelaram que, além de lidar com uma condição que deixava seu ventrículo esquerdo incapaz de bombear sangue, Andressa apresentava uma compatibilidade extremamente baixa — apenas 1% — com potenciais doadores.
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Frente a um prognóstico que inviabilizava um transplante convencional, surgiu uma alternativa: implantar um coração artificial. O complexo procedimento foi realizado há um mês no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, tornando Andressa a primeira paranaense a receber esse implante através do Sistema Único de Saúde (SUS).
A articulação para que a paciente tivesse acesso a esse tratamento de alto nível foi conduzida pela Secretaria da Saúde do Paraná. O órgão garantiu a logística necessária para o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), incluindo a disponibilização de uma UTI aérea para seu retorno ao estado, como detalhou o secretário César Neves.
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Andressa foi submetida à cirurgia no dia 12 de maio e recebeu alta no final do mesmo mês. De volta ao conforto de seu lar, ela reflete sobre a incerteza que vivenciou anteriormente e celebra uma nova fase da vida, destacando a importância do suporte médico que ela recebeu desde o diagnóstico.
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No Brasil, a insuficiência cardíaca afeta aproximadamente 2 milhões de pessoas, com 240 mil novos casos sendo diagnosticados anualmente. Essa condição é uma das principais causas de internações relacionadas a problemas cardiovasculares no sistema público de saúde.
Fonte: cbncuritiba.com.br


