O estado do Paraná dá início, a partir de segunda-feira (03), à aplicação da segunda dose de reforço da vacina contra a poliomielite destinada a crianças de 4 anos de idade. A medida representa uma atualização significativa nas diretrizes de imunização infantil em todo o território paranaense, reforçando o compromisso das autoridades de saúde com a erradicação definitiva da paralisia infantil e a proteção ampla da primeira infância.
De acordo Um dos pontos mais importantes dessa reformulação é a consolidação do fim definitivo da tradicional vacina oral, conhecida popularmente como a gotinha. Agora, todas as aplicações do imunizante passam a ser realizadas exclusivamente de forma injetável, utilizando a Vacina Inativada Poliomielite (VIP).
Esquema vacinal atualizado e segurança reforçada
O planejamento estratégico da Secretaria de Estado da Saúde estabelece que a imunização primária dos bebês continua sendo realizada em três etapas fundamentais, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida. Posteriormente, o primeiro reforço deve ser administrado quando a criança completar 15 meses de idade, enquanto o segundo reforço passa a integrar o calendário oficial aos 4 anos.
A introdução desta nova etapa de reforço tem como principal finalidade elevar de maneira expressiva os níveis de anticorpos na corrente sanguínea e consolidar a memória imunológica da criança. O momento escolhido para a aplicação aos 4 anos é estratégico, pois antecede o ingresso regular na rotina escolar, período em que a convivência social em ambientes coletivos se intensifica.
A decisão de atualizar o calendário estadual e nacional acompanha as recomendações estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é fruto de um amplo debate técnico e científico. O alinhamento envolveu o Ministério da Saúde, a Câmara Técnica Assessora em Imunizações, diversas sociedades científicas, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A transição global para a substituição da Vacina Oral Poliomielite pela versão inativada representa um salto tecnológico e de segurança. Enquanto a antiga gotinha continha o vírus vivo, porém atenuado, e trazia um risco extremamente raro de mutação, a fórmula da VIP emprega o vírus inativado, ou seja, morto. Desse modo, a modalidade injetável garante uma proteção altamente eficaz sem qualquer possibilidade de provocar a doença ou sofrer alterações genéticas indesejadas.
Importância da caderneta em dia e prevenção contínua
Embora o estado do Paraná e o Brasil mantenham-se livres de registros de poliomielite há várias décadas, o cenário epidemiológico internacional exige cautela constante. O vírus causador da paralisia infantil ainda circula em diferentes partes do mundo, o que significa que o risco de uma eventual reintrodução da doença no país continua sendo real caso as coberturas vacinais fiquem abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde, que é de 95% do público-alvo.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde faz um apelo direto para que pais e responsáveis realizem uma checagem detalhada na caderneta de vacinação de seus filhos. Caso seja identificada a ausência de alguma dose anterior, a recomendação é comparecer imediatamente à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para colocar a imunização em dia. O serviço de resgate para doses atrasadas é assegurado para crianças que tenham até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
Além disso, entre os dias 3 de agosto e 1º de setembro, o Paraná participa ativamente da Campanha Nacional de Multivacinação. O período é considerado uma oportunidade ideal para que as famílias atualizem todas as vacinas pendentes no cartão das crianças e adolescentes, garantindo a aplicação oportuna do novo reforço contra a poliomielite e protegendo as novas gerações contra graves enfermidades evitáveis.
Fonte:: cbncuritiba.com.br


