Pesquisa da Quaest detalha avanço de Flávio Bolsonaro em redutos eleitorais de Lula

Luciano Furtado da Cunha
5 min. de leitura
Candidatura de Flávio Bolsonaro avança em segme...

Uma análise aprofundada dos segmentos do eleitorado entrevistados pelo instituto Quaest revela os fatores que impulsionaram Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial. O levantamento aponta o candidato do PL com 42% das intenções de voto, enquanto o petista registra 40%.

Embora os números configurem um empate técnico devido à margem de erro, os recortes demográficos e regionais explicam a expansão da base de apoio do parlamentar em comparison com pesquisas anteriores. O avanço ocorreu de forma consistente em diferentes fatias da população que historicamente demonstravam maior simpatia pelas pautas da esquerda.

Crescimento entre o eleitorado feminino e masculino

A vantagem que Lula mantinha historicamente entre as mulheres sofreu uma retração nas últimas semanas. O candidato do PT recuou quatro pontos percentuais nesse segmento, ao passo que Flávio Bolsonaro avançou três pontos para o segundo turno. Com isso, a diferença, que já chegou a ser de dez pontos (45% a 35%), estreitou-se para 41% a 38%.

Analistas apontam que a inclusão de Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, na estratégia de campanha contribuiu para atenuar a resistência inicial de parte das eleitoradas. Paralelamente, no público masculino, o representante do PL consolidou sua liderança: subiu de 45% para 47%, enquanto Lula oscilou de 41% para 38%, ampliando a vantagem para nove pontos.

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Sudeste lidera o ímpeto da candidatura do PL

O desempenho regional também se destacou como um dos principais motores da campanha. Na Região Sudeste, Flávio alcança 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 31% de Lula. A diferença de 16 pontos representa a maior vantagem numérica registrada pelo candidato do PL entre as grandes regiões brasileiras.

Esse resultado possui relevância estratégica para o pleito nacional, uma vez que o Sudeste concentra aproximadamente 42% de todo o eleitorado do país. Além disso, no Norte do Brasil, o senador registrou um salto expressivo de 11 pontos em um mês, passando de 35% para 46%, enquanto o atual presidente recuou de 54% para 36% na mesma praça.

Movimentações no eleitorado católico e evangélico

O fator religioso também influenciou a dinâmica da disputa. Entre os eleitores católicos, Lula se mantém na liderança com 46%, mas viu sua margem encolher quatro pontos percentuais desde meados de agosto, enquanto Flávio subiu dois pontos, alcançando 38%. Entre os evangélicos, o cenário permanece amplamente favorável ao candidato do PL, que pontua 51% contra 28% do petista, mesmo registrando uma oscilação negativa de quatro pontos em relação à rodada anterior.

Eleitores independentes e faixas de renda

O comportamento do eleitorado que se autodeclara independente — sem alinhamento automático com o bolsonarismo ou com o lulismo — apresentou nova guinada em favor de Flávio Bolsonaro. O senador abriu dez pontos de vantagem nesse estrato, marcando 36% frente a 26% de Lula, com 29% declarando voto em branco, nulo ou abstenção.

No recorte de renda, entre os cidadãos que recebem até dois salários mínimos, público fortemente impactado por programas sociais geridos pelo governo federal, Lula oscilou de 58% para 51%. No mesmo período, Flávio avançou de 27% para 32%. Nas faixas de renda superiores, o candidato do PL lidera com folga: 46% a 36% entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, e 47% a 34% entre aqueles com renda acima de cinco salários.

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Dados técnicos da pesquisa

A pesquisa da Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 10 e 13 de setembro. O grau de confiança estimado é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi devidamente registrado no TSE sob a identificação BR-03607/2026.

Fonte:: ric.com.br

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