PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, totalizando R$ 3,3 trilhões

Marcelo Borges
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Foto: Foto: Canva

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB teve uma elevação de 2,0%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 29, às 9h (horário de Brasília).

As projeções do mercado, conforme uma pesquisa realizada pela Reuters, esperavam uma alta de 1,0% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 1,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2025.

No total, o PIB em valores correntes alcançou R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões correspondentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões provenientes dos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Entre os setores industriais, as atividades de Extrativa Mineral e Construção se destacaram, com altas de 3,6% e 2,9%, respectivamente. O segmento de Transformação permaneceu estável, com um crescimento modesto de 0,1%. Por outro lado, o setor de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos teve uma leve queda de 0,3%. De maneira geral, o setor industrial representa cerca de 23% do valor adicionado à economia.

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No campo dos Serviços, que respondem por aproximadamente 70% da economia brasileira, houve avanço nos seguintes segmentos: Informação e comunicação (2,4%), Atividades imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). No entanto, os setores de Transporte, armazenagem e correio e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados apresentaram quedas de 0,7% e 0,6%, respectivamente.

Ricardo Montes de Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, afirmou que o crescimento do PIB, ajustado sazonalmente, foi bastante influenciado pela Indústria, com os Serviços impactando de forma negativa o crescimento médio, enquanto a Agropecuária contribuiu de maneira positiva. “Não se pode somar resultados com ajuste sazonal, mas, de maneira geral, esse foi o perfil do crescimento por grupo de atividades neste trimestre”, explica Moraes. Ele destacou que as atividades que mais contribuíram para esse crescimento foram a Agropecuária, a Extrativa Mineral e as Outras atividades de serviços.

A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 1,0%, assim como a Formação Bruta de Capital Fixo, que apresentou um aumento de 3,5%. A Despesa de Consumo do Governo também mostrou um crescimento de 0,4%. No que diz respeito ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços registraram uma variação negativa de 1,7%, ao passo que as Importações de Bens e Serviços aumentaram 4,4% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Moraes ainda ressaltou que após um final de 2025 em que o consumo das famílias permaneceu quase estável, no primeiro trimestre de 2026, esse consumo voltou a crescer em um ritmo que acompanhou o aumento do PIB. “O consumo das famílias, sendo a categoria com maior peso entre os usos, contribuiu significativamente para a expansão da economia neste trimestre. Já a Formação Bruta de Capital Fixo voltou a crescer 3,5% após uma queda anterior de 3,4%, retornando ao nível em que se encontrava no fim do terceiro trimestre do ano passado. Apesar de ter um peso menor que o consumo, também teve uma contribuição positiva importante para o crescimento observado no primeiro trimestre de 2026”, detalhou Moraes.

(Informações complementares da Agência de Notícias do IBGE)

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Fonte: infomoney.com.br

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