Foto: PMPR
A Polícia Militar do Paraná (PMPR), através do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), juntamente com o Instituto Água e Terra (IAT), realizou a apreensão de 95 aves silvestres e impôs multas que somam R$ 400,7 mil durante a Operação Voo Livre. A operação foi realizada entre os dias 15 e 18 de outubro, em Guarapuava, na região Central do Paraná.
Durante essa ação, foram fiscalizados 40 criadores amadores de passeriformes com o intuito de verificar a conformidade com a legislação relacionada à manutenção de aves silvestres em cativeiro. A inspeção revelou diversas irregularidades na criação e manejo desses animais.
Das aves apreendidas, 25 foram prontamente devolvidas à natureza. Outras 11 aves foram encaminhadas para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), onde passarão por avaliação e reabilitação. As demais aves permanecerão sob a responsabilidade do Instituto Água e Terra, em colaboração com o centro especializado.
O capitão Leandro Warde Fonseca, comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos, enfatizando que essa colaboração fortalece as ações de combate aos crimes ambientais e garante que os animais resgatados tenham um destino apropriado. “A integração entre a Polícia Militar Ambiental, o Instituto Água e Terra e o Cetras reforça o nosso compromisso no combate aos maus-tratos e ao tráfico de animais silvestres, assegurando a recuperação e o manejo adequado dos apreendidos”, afirmou.
A coordenadora de Fiscalização do Escritório Regional do IAT em Guarapuava, Caroline Rech, também comentou sobre a relevância das ações realizadas. Segundo ela, essas iniciativas não apenas asseguram o cumprimento da legislação ambiental, mas também promovem a preservação da fauna nativa. “Essas ações fortalecem a proteção da biodiversidade, favorecem a rastreabilidade dos animais e contribuem para a conservação das populações naturais de aves silvestres”, completou.
A manutenção inadequada de aves silvestres em cativeiro, assim como os maus-tratos, podem ter consequências graves para o meio ambiente, como a diminuição da reprodução das espécies, a dispersão de sementes essenciais e a desestabilização do equilíbrio ecológico. Por essa razão, a fiscalização de criadouros é considerada uma prática essencial para a proteção da biodiversidade e para a saúde do ecossistema.
Fonte:: seguranca.pr.gov.br


