Em uma iniciativa voltada para o fortalecimento da segurança pública, a Cadeia Pública de Francisco Beltrão (CPBEL) finalizou recentemente a coleta de perfil genético de todas as pessoas privadas de liberdade que eram aptas a participar deste procedimento na unidade. A ação foi concluída nesta semana, marcando um marco significativo na estratégia de combate ao crime na região.
A ação foi fruto de uma colaboração entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Além das coletas, as equipes realizaram um treinamento técnico para os policiais penais que atuam diretamente na Cadeia, capacitando-os para as atividades de coleta e manuseio do material genético. Essa formação é importante para garantir a eficácia e a segurança dos procedimentos realizados.
“A coleta de perfis genéticos é uma das ferramentas mais importantes para contribuir com a Justiça. Cada novo perfil inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) amplia as possibilidades de identificação dos autores de crimes e de vinculação de vestígios coletados em diferentes ocorrências. A conclusão desse trabalho em mais uma unidade demonstra o comprometimento das instituições paranaenses com a produção de provas técnico-científicas de alta qualidade e com o fortalecimento da segurança pública”, destacou Ciro Pimenta, diretor-geral da PCIPR.
A finalização das atividades na CPBEL faz parte de um cronograma ampliado de coletas que está sendo desenvolvido em toda a Regional 7 da Polícia Penal. O avanço das coletas acontece em diversas etapas nas comarcas do Sudoeste e Sul do Estado. Em Santo Antônio do Sudoeste, por exemplo, os trabalhos estão nas etapas finais, e a unidade está próxima de concluir a coleta do público-alvo. Essa mobilização também será estendida para as unidades de Pato Branco (CPPB), na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB), e em União da Vitória (CPUVIT).
A intensificação das coletas está alinhada às diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Em conformidade com a legislação vigente, a coleta de material genético é voltada para pessoas condenadas por crimes previstos em lei, com os perfis sendo registrados no BNPG, o que é essencial para o aprimoramento das investigações criminais.
“A conclusão das coletas na Cadeia Pública de Francisco Beltrão significa um importante avanço no cumprimento da legislação. Esse resultado só foi possível devido ao trabalho conjunto entre a Polícia Penal e a Polícia Científica, que atuaram de forma coordenada para assegurar a efetividade da ação e a capacitação dos policiais penais da unidade, fortalecendo assim a continuidade do trabalho, ampliando a autonomia das equipes e contribuindo para a constante qualificação dos procedimentos realizados no sistema prisional”, enfatizou Ananda Chalegre, diretora-geral da PPPR.
A coleta de perfis genéticos é considerada uma ferramenta fundamental para a investigação criminal moderna, pois permite o cruzamento de perfis com vestígios coletados em cenas de crime. Isso não apenas facilita a elucidação de delitos, mas também a identificação de autores de crimes, reforçando a produção de provas técnico-científicas.
Fonte:: seguranca.pr.gov.br


