Tribunal Superior Eleitoral quer reduzir abstenção no segundo turno

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, declarou neste domingo (4) que a instituição vai empenhar esforços para reduzir os índices de abstenção de eleitores na próxima etapa do pleito. O objetivo principal é incentivar a participação cívica e garantir que um número maior de cidadãos compareça às urnas.

Informações consolidadas pelo sistema de totalização de votos do tribunal apontam que a primeira etapa da votação registrou uma taxa de abstenção de 21,08%. Esse índice expressivo representa um total de 33,4 milhões de eleitores que deixaram de comparecer aos locais de votação designados em todo o país.

Diante desse cenário, o chefe da Justiça Eleitoral avaliou que o patamar atual está distante do ideal para a democracia brasileira. “Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, pontuou o magistrado ao comentar os dados estatísticos da votação.

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Além da ausência dos eleitores, os dados oficiais divulgaram o comportamento do eleitorado em relação aos votos válidos e inválidos. Foram computados 2,2 milhões de votos em branco, enquanto os votos nulos somaram 3,6 milhões em todo o território nacional.

O universo de votantes que efetivamente compareceu para registrar suas escolhas atingiu a marca de 125 milhões de pessoas. No total, o cadastro nacional contabilizava 158,7 milhões de cidadãos aptos a exercer o direito ao sufrágio nesta eleição.

Marca histórica

Os números levantados pela Justiça Eleitoral colocam o índice de abstenção registrado neste primeiro turno em um patamar histórico para o país. Trata-se do maior percentual de faltosos verificado em pleitos nacionais desde o ano de 1998, período em que a abstenção atingiu a marca de 21,5% dos eleitores aptos.

Para fins de comparação com pleitos recentes, as eleições presidenciais realizadas em 2022 marcaram um índice de 20,95% de eleitores faltosos durante a primeira etapa da disputa eleitoral, demonstrando uma leve oscilação para cima no pleito atual.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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