Policial militar suspeito de matar a esposa em São Paulo tem prisão mantida após audiência

Marcelo Borges
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Foto: © Vinícius Costa Silva/Instagram

O policial militar Vinícius Costa Silva, investigado pelo assassinato de sua esposa na região metropolitana de São Paulo, especificamente em Embu das Artes, passou por uma audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (8) e teve a sua prisão mantida pela Justiça.

O agente das forças de segurança foi detido no dia anterior, segunda-feira (7), durante o velório da vítima. A mulher foi identificada como a radiologista Larissa Cruz Morata, de 29 anos. Ela foi encontrada sem vida no último domingo (6), apresentando um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça, dentro do banheiro da residência onde o casal morava junto. Eles tinham um filho pequeno, de apenas 2 anos de idade.

Logo após o ocorrido, o suspeito apresentou sua versão aos policiais que atenderam à ocorrência. Ele alegou ter encontrado Larissa caída no interior do cômodo da casa e sustentou a tese de que ela própria teria tirado a vida logo depois que ele comunicou o desejo de romper o relacionamento conjugal.

No entanto, a versão apresentada pelo policial começou a ser contestada pelas autoridades competentes. Conforme informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a prisão de Silva foi decretada em decorrência do avanço das investigações. Os levantamentos iniciais apontaram fortes indícios de crime, considerando tanto a dinâmica dos fatos apurada pelos peritos quanto os elementos materiais recolhidos no local. Inicialmente, a ocorrência foi registrada de forma preliminar como morte suspeita.

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Os familiares da radiologista rejeitam categoricamente a possibilidade de suicídio. Em declarações concedidas à TV Brasil, o pai da vítima, Edson Morata, relatou que o casamento da filha passava por um período turbulento e destacou que ela já havia manifestado o desejo claro de se separar do companheiro.

“Ela conversava muito com a minha mãe, ela ligou [minutos antes de morrer] falando que ia se separar. O moleque dela era tudo pra ela, ela era uma supermãe. Ele é que era possessivo”, relatou o pai durante a entrevista.

Diante da gravidade da situação e dos desdobramentos do caso, Vinícius Costa Silva permanece recluso e à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), unidade prisional localizada na zona norte da capital paulista, onde aguardará os próximos passos do processo de investigação criminal.

Fonte:: agenciabrasil.ebc.com.br

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