PPPR e PCIPR coletam mais de 3,4 mil amostras de DNA em unidades penais no Paraná

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Seguranca.pr.gov.br

    Foto: Ricardo Almeida/Sesp

Na última semana, o estado do Paraná concluiu uma operação integrada de coleta de perfis genéticos em suas unidades penais, realizada simultaneamente nas nove regionais. A ação visa aumentar a inserção de dados no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), sendo fundamental para investigações criminais, identificação de autores de crimes e cruzamento de evidências. No total, foram coletadas 3.475 amostras de material biológico de pessoas privadas de liberdade, superando a expectativa inicial de cerca de 2.400 coletas.

A operação foi descrita pelo secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson, como um progresso significativo para a segurança pública do estado. “Esta ação permitiu a identificação genética de indivíduos detidos e contribuirá diretamente para a elucidação de crimes, tanto os mais recentes quanto os de anos passados. Como legado, o Estado também se comprometeu a capacitar continuamente os policiais penais, para que a coleta de material genético se torne uma prática rotineira no ingresso nas unidades prisionais”, afirmou.

As equipes envolvidas na operação atuaram de maneira padronizada, assegurando a qualidade e a rastreabilidade das amostras obtidas. A partir de agora, os perfis genéticos colhidos serão alimentados no banco nacional, onde passarão por cruzamentos automáticos com vestígios coletados de cenas de crime. Isso ajudará na identificação de suspeitos e na conexão entre ocorrências, auxiliando no avanço de investigações, incluindo as que estavam estagnadas.

“Nosso objetivo é aumentar o número de perfis inseridos no banco e, em particular, compartilhar essas informações com outros estados. Igualmente, o Paraná irá fazer uso de dados de outras unidades federativas para correlacionar com casos ocorridos em nosso território. Este trabalho é essencial para garantir que os cruzamentos sejam precisos e eficazes, aumentando as chances de resolver crimes e fortalecendo a perícia como uma ferramenta estratégica de segurança pública”, comentou Ciro Pimenta, diretor-geral da Polícia Científica do Paraná (PCIPR).

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A operação foi coordenada pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) e pela PCIPR, como parte de uma estratégia colaborativa para fortalecer o banco genético do estado. Durante a ação, as equipes mantiveram rigorosos padrões para garantir a qualidade e a rastreabilidade das amostras coletadas. O Instituto de Identificação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) apoiou a operação, assegurando a precisão na identificação dos indivíduos e a confiabilidade das coletas.

Segundo Ananda Chalegre, diretora-geral da PPPR, “a Polícia Penal é responsável pela triagem das pessoas que entram no sistema penitenciário, identificando aquelas que estão sujeitas à coleta obrigatória de DNA conforme a legislação atual. Além disso, a coleta é realizada durante mutirões específicos ou quando há uma determinação judicial”.

Essa iniciativa faz parte de um esforço mais amplo do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul), que inclui ao lado do Paraná, os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, focando na ampliação e qualificação da coleta de DNA no sistema prisional na região sul do Brasil.

A operação foi precedida por uma fase de capacitação técnica, que envolveu a formação de policiais penais e científicos para garantir a padronização dos procedimentos de coleta e aumentar a capacidade operacional. Esse treinamento estabeleceu um novo fluxo de trabalho nas unidades prisionais, permitindo maior autonomia da Polícia Penal, com suporte técnico contínuo da Polícia Científica.

<p“O legado desta operação é garantir que todos os policiais penais sejam devidamente capacitados e possam realizar coletas de forma contínua sempre que novos custodiados ingressarem no sistema prisional”, enfatizou o diretor-geral da PCIPR.

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Em um próximo passo, o estado buscará consolidar esse modelo de coleta de DNA como um procedimento padrão no momento de ingresso das pessoas privadas de liberdade nas unidades penais, garantindo assim uma abordagem mais eficaz na gestão da segurança pública e na elucidação de crimes.

Fonte:: seguranca.pr.gov.br

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