Projeto de universidade paranaense aposta em diálogo para reduzir violência nas escolas

Marcelo Borges
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O aumento da violência nas escolas brasileiras tem gerado preocupações no Paraná. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, o Brasil registrou um crescimento impressionante de 254% no número de vítimas de violência escolar entre os anos de 2013 e 2023. Em Curitiba, uma iniciativa da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) se destaca ao propor práticas restaurativas como estratégia para amenizar conflitos e criar um ambiente mais acolhedor nas salas de aula. Até o momento, o projeto já alcançou mais de 600 adolescentes em instituições públicas da capital paranaense.

SAIBA MAIS

  • Curitiba: 637 casos de violência contra crianças e adolescentes foram registrados no Hospital Pequeno Príncipe em 2025.

Em uma entrevista ao programa CBN Curitiba 2ª edição, nesta segunda-feira (18), o professor e pesquisador Cezar Bueno de Lima, que coordena o projeto, destacou que o crescimento da violência nas escolas é reflexo de conflitos que se tornaram comuns na sociedade, afetando não apenas os lares, mas também as interações nas redes sociais. Além das agressões físicas, a situação é alarmante pelo aumento dos casos de bullying, sofrimento emocional, depressão, automutilação e dificuldades de convivência entre os jovens. O pesquisador observa que muitos estudantes se sentem mais à vontade nas interações virtuais do que nas presenciais, o que dificulta a comunicação e a resolução pacífica de desavenças dentro das escolas.

Responsabilização em vez da punição

O projeto da PUCPR oferece cursos de formação direcionados a estudantes, docentes e equipes pedagógicas, onde se prioriza a escuta ativa, o diálogo e a resolução pacífica dos conflitos. A proposta busca substituir as medidas punitivas tradicionais, como suspensão e expulsão, por práticas restaurativas que estimulam a responsabilização e a reparação de danos. Os pesquisadores acreditam que a violência gera mais violência e que a exclusão pode aumentar ainda mais o afastamento dos adolescentes da escola.

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Além de focar no atendimento aos alunos, a iniciativa também se empenha em fortalecer a saúde mental dos professores e em promover uma maior interação entre as famílias e a escola. A avaliação do grupo é de que transformar as escolas em espaços de diálogo e construção coletiva não apenas pode reduzir a violência escolar no Paraná, mas também contribuir para a prevenção de conflitos em contextos familiares e nas comunidades.

Confira a entrevista na íntegra:

Fonte: cbncuritiba.com.br

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