Desde a implementação de um toque de recolher noturno no Equador, há duas semanas, mais de 5 mil pessoas foram detidas. Entre os presos estão dois dos criminosos mais procurados do país e cerca de 700 indivíduos supostamente associados a gangues. As informações foram divulgadas pelo ministro do Interior equatoriano, John Reimberg, em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 18.
Este é o segundo toque de recolher noturno do ano, que entrou em vigor no último dia 3. A medida abrange nove das 24 províncias do Equador, incluindo Pichincha, onde se encontra a capital, Quito. Reimberg afirmou que essa ação “possibilitou um aumento nas operações de controle e patrulhas, além da coleta de informações e ações direcionadas contra organizações criminosas”.
Além das prisões, as operações resultaram na apreensão de mais de 600 armas, 3 mil cartuchos de munição e mil artefatos explosivos, além das 9,2 toneladas de drogas confiscadas. Até agora, foram realizadas 378 operações de segurança no país.
A adoção contínua de estados de emergência e toques de recolher é uma característica da administração do presidente de direita, Daniel Noboa. Apesar destas intervenções, a violência no Equador permanece alarmante. No ano passado, o país registrou uma taxa de 51 homicídios por 100 mil habitantes, de acordo com o InSight Crime.
O Equador, posicionado estrategicamente no Pacífico oriental, se tornou um ponto de passagem crucial para 70% da cocaína que vem de seus vizinhos, Colômbia e Peru, que são os maiores produtores mundiais da droga. Essa situação representa um grande desafio para as autoridades locais, que lutam para conter o crescimento da criminalidade e garantir a segurança da população.
Fonte: estadao.com.br


