Rede estadual do Paraná retoma aulas após estragos causados por temporais

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

A rede estadual de ensino do Paraná conseguiu restabelecer, de forma quase integral, as atividades escolares para milhares de estudantes afetados pelos fortes temporais que atingiram o estado durante o feriado do Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro. Das oito instituições que haviam suspendido o atendimento presencial na terça-feira (3), sete retomaram a rotina pedagógica já na quarta-feira (4), beneficiando a comunidade escolar com segurança e normalidade.

A única unidade restante, localizada no município de Enéas Marques, na região Sudoeste paranaense, tem o retorno das atividades programado para esta quinta-feira (5), após a conclusão de serviços essenciais de manutenção e limpeza. Com essa medida, o total de 4.381 alunos que tiveram as aulas temporariamente paralisadas volta a frequentar as salas de aula regularmente.

Situação normalizada em Maringá

O município de Maringá registrou o maior impacto decorrente das condições climáticas severas e concentrou o maior número de escolas com paralisação. Na quarta-feira, quatro colégios estaduais da cidade voltaram a abrir as portas para receber os estudantes: Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves, Colégio Estadual João de Faria Pioli, Colégio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira e o Instituto de Educação Estadual de Maringá. Somadas, essas unidades respondem pelo atendimento de 3.423 matrículas.

No total, a rede estadual em Maringá abrange 33 instituições de ensino. A administração estadual confirmou que o fornecimento de água potável e a distribuição da merenda escolar estão plenamente assegurados em todas as unidades locais. Estado entrega mais 221 ônibus escolares para atender alunos de 172 cidades

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Ainda na quarta-feira, outras três instituições retomaram o calendário escolar em diferentes regiões paranaenses: o Colégio Estadual João Rysicz, situado em Marquinho, com 374 alunos; o Colégio Estadual Arnaldo Faivro Busato, em Francisco Beltrão, com 105 estudantes; e o Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Castelo Branco, em Clevelândia, que atende 365 matriculados.

Em Enéas Marques, o Colégio Estadual do Campo Vista Alegre, responsável pela formação de 114 jovens, passou por um mutirão de limpeza e reparos estruturais ao longo da quarta-feira, garantindo a receptividade adequada para o público estudantil nesta quinta-feira.

Esforço concentrado em reparos e limpeza

Especialmente na região de Maringá, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) mobilizou equipes técnicas para prestar suporte direto aos prédios escolares danificados. Profissionais vinculados ao programa Mãos Amigas atuaram na remoção de entulhos e na limpeza de pátios e telhados. No Colégio Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, por exemplo, a força dos ventos derrubou aproximadamente 20 árvores dentro do perímetro escolar.

Uma força-tarefa integrada também contou com a colaboração de pessoas privadas de liberdade da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM). Os detentos prestaram apoio operacional às equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil nos trabalhos de desobstrução de vias, atendimento a ocorrências emergenciais e recuperação das áreas impactadas pelo fenômeno meteorológico na cidade.

Ações preventivas e monitoramento contínuo

Diante da emissão de novos alertas meteorológicos indicando a possibilidade de chuvas intensas no território paranaense, os 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) mantêm um monitoramento permanente sobre a infraestrutura das escolas, prestando orientações constantes às equipes gestoras e diretorias.

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Antes do período de recesso de julho, o Fundepar já havia instruído as administrações escolares a utilizarem o intervalo para a execução de serviços de manutenção preventiva. Esse trabalho é complementado pela atuação dos profissionais do projeto Tutor-Zelador, que auxiliam os núcleos na identificação precoce de necessidades de conservação predial, no planejamento de inspeções técnicas e no acompanhamento sistemático dos cuidados com a rede elétrica e hidráulica.

Regionalmente, iniciativas específicas foram adotadas. O NRE de Cascavel, por exemplo, orientou todos os estabelecimentos de ensino sobre a verificação e limpeza periódica de calhas, ralos e sistemas de drenagem, além de vistorias estruturais nas coberturas e podas preventivas de árvores. Em localidades como Cianorte, Paranaguá, Paranavaí e Ponta Grossa, as equipes pedagógicas e administrativas implementaram planos de abandono de edificações, simulados de emergência, orientações técnicas e manutenções corretivas. Na Área Metropolitana Norte, na Grande Curitiba, as escolas passaram por treinamentos direcionados para a atuação rápida em cenários de fortes rajadas de vento, queda de granizo e necessidade de remanejamento para locais seguros das edificações.

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Todas essas diretrizes operacionais estão alinhadas ao Programa Brigadas Escolares. Em outubro, o programa lançou, em conjunto com a Defesa Civil Estadual, um manual orientativo voltado para situações de vendavais, tempestades de granizo, enchentes e alagamentos. O conteúdo digital encontra-se acessível na página oficial da Defesa Civil, servindo como suporte técnico para que as comunidades escolares elaborem protocolos internos e treinamentos práticos de segurança.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) assegura que continuará acompanhando de perto a situação de toda a rede pública de ensino, priorizando sempre a integridade física dos estudantes, professores e funcionários.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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