Requião Filho critica redução de secretarias sem corte de gastos no Paraná

Luciano Furtado da Cunha
4 min. de leitura
Foto: Divulgação / Foto: Rafaela Moron
  • O deputado estadual e candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), classificou nesta terça-feira (18) como uma “canalhice” e uma “jogada política” a prática de anunciar cortes de secretarias estaduais na estrutura pública sem a efetiva previsão de redução de gastos no orçamento. A declaração foi dada durante a participação do político como o segundo entrevistado da série de sabatinas promovida pelo programa Jornal da Manhã Paraná, veiculado pela emissora Jovem Pan News.

Durante a entrevista, o candidato detalhou sua visão sobre a gestão administrativa e apontou o que considera ser uma manobra puramente cosmética na máquina pública. “Aí o cara fala assim, vou cortar secretaria, extinguimos x secretarias. Pega o orçamento do estado e não extinguiram nada. Só mudou o nome de secretaria para diretoria. A estrutura inteira continua lá. Eu, na verdade, quero aumentar, quero retomar a secretaria da mulher”, afirmou Requião Filho durante a sabatina.

O perfil ideológico do estado

Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual dificuldade de palanque em um cenário político onde o eleitorado paranaense é frequentemente apontado como majoritariamente conservador, o candidato rechaçou o rótulo generalista atribuído à população local. Para ele, existe uma leitura equivocada sobre a identidade da sociedade do estado.

“O Paraná não é conservador. Há uma confusão entre costumes, economia e política. E tentam transformar o Paraná em direita, porque dizem que o Paraná, o paranaense é conservador nos costumes. E grande parte da massa hoje é conservadora nos costumes e tende a ser liberal na economia até que precise da ajuda do estado”, pontuou o candidato do PDT.

Na sequência do raciocínio, Requião Filho ressaltou que prefere se abster de aprofundar debates pautados estritamente na polarização entre esquerda e direita, classificando tais discussões como sendo frequentemente “manipuladas e direcionadas”. O sabatinado também foi interpelado a respeito de seu posicionamento e apoio à tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, o postulante ao Palácio Iguaçu negou categoricamente que tenha realizado qualquer tipo de negociação prévia envolvendo a distribuição de cargos ou secretarias com o Partido dos Trabalhadores em um eventual cenário de vitória nas urnas.

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Propostas para a educação e o modelo cívico-militar

No campo educacional, Requião Filho apresentou propostas contundentes e revelou que pretende extinguir o modelo de escolas cívico-militares implementado na rede estadual de ensino. O candidato criticou severamente a atual formatação administrativa e pedagógica adotada nessas unidades escolares.

“Voltamos ao modelo de escola pública. Quero polícia na escola, quero, fazendo segurança, estando integrada com a comunidade, participando do que a polícia sabe fazer, que é policiar. Policial dentro da escola não fez sentido até agora”, argumentou o candidato durante a sabatina na emissora de rádio e televisão.

O parlamentar foi ainda mais incisivo ao classificar a iniciativa adotada pela gestão estadual. “A escola cívico-militar é uma propaganda ideológica, onde os policiais estão lá dentro da escola para colocar as crianças para marchar e cantar o hino”, concluiu.

Além de propor a reformulação no formato de segurança e gestão dos colégios estaduais, Requião Filho assumiu o compromisso de revisar minuciosamente os contratos firmados no âmbito do programa Parceiro da Escola. Segundo o candidato, após a análise documental, os termos e acordos estabelecidos deverão ser encaminhados formalmente ao Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) para a devida apreciação dos órgãos de controle.

Fonte:: ric.com.br

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