Fiscalização fecha três revendas de veículos na capital paranaense

Marcelo Borges
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Uma força-tarefa integrada realizou a interdição de três lojas de comercialização de veículos em Curitiba, no Paraná, após uma série de denúncias apresentadas por consumidores lesados. A ação de fiscalização e controle contou com a atuação conjunta de diversos órgãos de segurança e proteção ao cidadão, incluindo o Procon de São José dos Pinhais, a Receita Estadual, a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e a Guarda Civil Municipal (GCM).

As apurações que culminaram na operação conjunta tiveram início após o registro expressivo de boletins de ocorrência por parte de compradores, além de manifestações formais vindas do Ministério Público do Paraná. Entre as principais irregularidades relatadas pelos clientes estavam problemas graves relacionados a contratos de compra e venda, cobranças abusivas, ocultação de taxas obrigatórias, falhas na comercialização dos automóveis e atrasos ou desvios no repasse de financiamentos bancários.

De acordo com o superintendente do Procon de São José dos Pinhais, Jaiderson Rivarola, os estabelecimentos comerciais alvos da operação já acumulavam mais de uma centena de reclamações formalizadas nos órgãos de proteção e defesa do consumidor. O histórico negativo das empresas também englobava o envolvimento em diversos processos judiciais e a abertura de um inquérito policial para apurar a conduta dos proprietários.

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Durante a execução da medida fiscalizatória, os acessos aos três pontos comerciais foram totalmente lacrados pelas autoridades competentes. Na ocasião, as equipes recolheram uma grande quantidade de documentos comerciais, blocos de contratos e registros detalhados de transações financeiras. Todo o material apreendido passará por uma análise minuciosa conduzida pelas equipes responsáveis, podendo ser submetido a perícias contábeis e criminais para fundamentar os desdobramentos legais do caso.

O superintendente Jaiderson Rivarola esclareceu que, para que os estabelecimentos possam retomar as atividades comerciais no futuro, os responsáveis legais precisarão assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao órgão de defesa do consumidor. O documento obrigatoriamente deverá estabelecer a resolução imediata de todas as reclamações pendentes apresentadas pelos clientes, além de fixar o compromisso formal de abstenção em relação às práticas abusivas que motivaram a intervenção do poder público.

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As investigações sobre o caso permanecem ativas. O objetivo principal das autoridades nesta fase é esgotar a análise do material apreendido, esclarecer a extensão das irregularidades cometidas pelos estabelecimentos comerciais e garantir que novas práticas lesivas sejam evitadas, prevenindo prejuízos adicionais a futuros compradores na região metropolitana de Curitiba.

Canais de atendimento para denúncias

Os órgãos de segurança pública reforçam que a participação da sociedade é fundamental para auxiliar no andamento de investigações desta natureza. A população pode colaborar de forma totalmente sigilosa por meio de denúncias anônimas. Os relatos podem ser repassados à Polícia Civil do Paraná através do telefone 197, ou ao Disque-Denúncia pelo número 181. Em casos de flagrante delito ou situações de crime em andamento, a orientação repassada aos cidadãos é acionar imediatamente a Polícia Militar por meio do telefone de emergência 190.

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Fonte:: cbncuritiba.com.br

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