Rússia realiza ataque em grande escala contra Kiev

Marcelo Borges
3 min. de leitura
Foto: Divulgação / Estadao.com.br

Na madrugada desta quinta-feira, 2 de novembro, a capital da Ucrânia, Kiev, foi alvo de um ataque em grande escala por parte da Rússia, que utilizou mísseis balísticos e drones. Vários relatos de explosões foram ouvidos e incêndios foram registrados em diversas áreas da cidade.

À medida que as sirenes de ataque aéreo soavam, muitos moradores buscaram abrigo nas estações de metrô, levando com eles sacos de dormir e animais de estimação, preparados para passar a noite em segurança diante da iminente ameaça. O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, já havia alertado a população dias antes, enfatizando a importância de prestar atenção aos alarmes e permanecer vigilante, após receber informações de inteligência que indicavam um novo “ataque massivo” em preparação por parte da Rússia.

Os ataques começaram com a chegada dos drones, e o som das defesas aéreas sendo acionadas foi seguido por uma série de estrondos a partir das 23h. Os moradores testemunharam um incêndio significativo em uma das áreas centrais da cidade, além de outro incêndio menor nas proximidades.

Vitali Klitschko, prefeito da cidade, instou os cidadãos a permanecerem nos abrigos à medida que os mísseis balísticos cortavam o espaço aéreo ucraniano. Por volta das 2h da madrugada, horário local, uma nova onda de explosões violentas abalou a capital, disparando alarmes de carros nas ruas e aumentando o pânico entre a população.

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Equipes de socorro foram enviadas para lidar com o desabamento de um prédio residencial de nove andares, com pessoas presas entre os escombros, conforme relatou Klitschko. Os bombeiros também estavam ocupados combatendo incêndios em pelo menos dois bairros, um deles em um hotel e outro em um edifício habitacional.

Ainda não se sabia a extensão total dos feridos, mas o prefeito confirmou que pelo menos cinco profissionais da saúde sofreram lesões durante os ataques. A situação em Kiev reflete um clima de preparação e tensão em relação a um possível ataque mais abrangente, dado o contexto das recentes ações ucranianas contra alvos na Rússia, como drones de longo alcance, interrupção de fornecimento de combustível e bombardeios na Crimeia, território anexado pela Rússia em 2014.

A Ucrânia busca, com essas ações, levar a guerra para dentro da Rússia e pressionar o presidente Vladimir Putin a considerar uma resolução para o conflito. Entretanto, Putin, mesmo enfrentando desafios em isolar a sociedade russa dos impactos da guerra, continua determinado em sua trajetória bélica. “Putin deseja prosseguir com a guerra”, afirmou Zelenski durante uma breve visita à Irlanda antes de retornar ao seu país. “É vital que ele enfrente condições que tornem impossível a continuidade deste conflito”, concluiu.

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Fonte: estadao.com.br

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