Saúde alerta para riscos e cuidados com queimaduras na época de festas juninas

Marcelo Borges
5 min. de leitura
Foto: Divulgação / Seti.pr.gov.br

As queimaduras graves podem levar a internações prolongadas, cirurgias, limitações funcionais e cicatrizes permanentes. Com a chegada das festas juninas, um período caracterizado pelo aumento da exposição ao fogo e a líquidos quentes, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) redobra os esforços para enfatizar a importância da prevenção.

Entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 507 internamentos e 722 atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) devido a queimaduras. Em 2025, os números foram ainda mais alarmantes, com 1.638 pessoas atendidas pelo serviço de urgência e 1.962 necessitando de internação hospitalar.

Os principais riscos durante as tradicionais festividades juninas incluem queimaduras de segundo grau que podem afetar áreas sensíveis como cabeça, tronco e membros superiores, especialmente mãos e braços. Esses acidentes podem ser causados tanto por líquidos quentes como pelo uso inadequado de fogos de artifício. Além disso, o acendimento de fogueiras e o ato de se aproximar demais do fogo são fatores que aumentam a probabilidade de queimaduras graves, que, em situações extremas, podem até levar à morte.

“É possível preservar as tradições das festas juninas, desde que a segurança seja priorizada. Não devemos permitir que um momento de celebração se transforme em uma ameaça à vida. Por isso, reforçamos orientações simples, mas vitais, que podem fazer toda a diferença durante esse período”, salienta o secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves.

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Cuidados essenciais

É fundamental estar atento a todos os tipos de queimaduras. Para aquelas de primeiro grau, que resultam em vermelhidão, a recomendação é colocar a área afetada sob água corrente fria por cerca de dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas para aliviar a dor.

No caso de queimaduras de segundo grau, que formam bolhas, a orientação é não perforar as bolhas, pois o corpo reabsorverá o líquido nelas. Em queimaduras mais profundas, de terceiro grau, que afetam grandes extensões do corpo, envolvem substâncias químicas ou são causadas por eletricidade, a vítima deve procurar imediatamente cuidados médicos. É essencial acionar o Samu pelo número 192 ou o Siate, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, pelo número 193.

Enquanto o socorro não chega, a pessoa afetada deve se afastar da O local lesionado deve ser resfriado com água corrente (de 10 a 15 minutos) ou solução fisiológica; é importante evitar o uso de gelo ou outros produtos, pois isso pode agravar a lesão. Além disso, todos os acessórios, como relógios, anéis e roupas apertadas, devem ser removidos para evitar mais complicações. Para aliviar a dor, recomenda-se o uso de uma gaze ou pano úmido sobre a queimadura.

Campanha Junho Laranja

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário da Universidade de Londrina (UEL), que é uma unidade de referência no Estado para o tratamento de queimaduras, está promovendo a campanha Junho Laranja. Esta iniciativa tem como objetivo orientar a população sobre as melhores formas de prevenção.

O mês de junho foi escolhido em razão do Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, celebrado em 6 de junho. A campanha é de âmbito nacional e foi idealizada pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). O tema central deste ano é “Trabalho seguro sem queimaduras: Prevenção é o melhor equipamento de proteção”, destacando a importância da segurança em ambientes de trabalho onde ocorrem esses acidentes.

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Rede de Atendimento à Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento integral e gratuito às pessoas que sofrem queimaduras. No Paraná, estão disponíveis 35 leitos especializados pelo SUS, sendo 23 cirúrgicos e 12 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O Hospital Universitário de Londrina e o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, são referências para esse tipo de internação.

Os leitos específicos para tratamento de queimaduras destinam-se a casos graves que necessitam de internação prolongada. Além disso, há uma ampla Rede Hospitalar e Assistencial disponível para atender as vítimas de acidentes, que podem buscar atendimento em várias unidades de saúde espalhadas pelo Estado, todas equipadas com profissionais qualificados e com os recursos necessários para o cuidado adequado dessas e de outras patologias.

Fonte:: seti.pr.gov.br

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