Com o recuo da seca fraca, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e região Central do Paraná são as áreas que não têm mais nenhum registro de seca relativa no Estado. Essa informação foi divulgada pelo Monitor de Secas na quarta-feira (17). O estudo é realizado pela Agência Nacional de Águas em parceria com diversas instituições, incluindo o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.
Além disso, houve uma diminuição da área com seca moderada em regiões como Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e em alguns municípios do Sul, próximos à divisa com Santa Catarina. Contudo, a seca moderada avançou em cidades do Sudoeste e Oeste que fazem fronteira com o Paraguai e a Argentina.
“A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira, a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, levando ao avanço da área com registro de seca moderada”, explicou Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, que participa do Monitor de Secas.
Os impactos decorrentes da seca variam entre curto e longo prazo. No Centro-Leste e Nordeste do Paraná, os efeitos podem ser mais prolongados, afetando a agricultura, enquanto nas outras áreas, os reflexos são mais imediatos, interferindo também nas atividades agrícolas.
- Maio registrou chuvas acima e temperaturas abaixo da média no Paraná, aponta Simepar
O Boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, destaca que o milho, que está próximo da colheita, abrange uma área cultivada estimada em 2,9 milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no estado. O trigo, por sua vez, também se beneficiou das condições de umidade do solo, alcançando 67% da área prevista no Paraná.
Condições meteorológicas em maio
Em maio, analisando dados de 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, constatou-se que apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica para o mês. Em 18 delas, o volume médio histórico foi atingido nos primeiros dez dias de maio.
Com a quantidade de chuvas, a temperatura média ficou dentro ou abaixo da média histórica em todo o Paraná. As temperaturas mais baixas do mês de maio de 2026 também foram as menores do ano até agora, ocorrendo entre os dias 11 e 13, quando houve registros de geada em cidades da metade sul do Estado, além de chuva congelada em General Carneiro.
A temperatura mais baixa registrada foi de -2,4°C, às 7h do dia 11, no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava. A sensação térmica chegou a -7°C em General Carneiro na mesma data, devido ao vento na região.
Sobre o Monitor de Secas
O Monitor de Secas foi iniciado em 2014, com foco em regiões semiáridas que sofriam com a seca mais severa dos últimos 100 anos, desde 2012. Desde 2017, a Agência Nacional de Águas coordena o projeto, articulando entre as instituições envolvidas e supervisionando a elaboração dos mapas de seca.
A cada mês, o Simepar analisa as regiões Sul e Sudeste do Brasil, utilizando dados de precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e informações sobre evapotranspiração, que relaciona a temperatura com a evaporação da água. A cada três meses, o Simepar também é responsável pela coordenação da elaboração do mapa completo.
- Quarta-feira amanhece com geada e temperatura negativa no Paraná
No Brasil, segundo o mapa divulgado na quarta-feira (17), não há registro de seca extrema ou excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área de São Paulo. A seca moderada, além de afetar o Oeste e Sudoeste do Paraná, é observada no Noroeste de Santa Catarina e em regiões de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Leste do Mato Grosso do Sul, Oeste do Rio de Janeiro, Sudeste do Tocantins, diversas áreas do Nordeste e pequenas zonas ao Oeste da Amazônia.
A seca fraca se espalha por todas as regiões do país, sendo que os únicos estados que não apresentam nenhum registro de seca relativa no monitoramento de maio são Roraima, Amapá e Mato Grosso.
Fonte:: iat.pr.gov.br


