Em expansão, Projeto Arboreto amplia rede de conservação da flora nativa do Paraná

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Iat.pr.gov.br

    Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná ampliou, em 2026, a sua rede de conservação de espécies nativas e do patrimônio genético da flora com a expansão do Projeto Arboreto. Essa iniciativa, desenvolvida pelo Instituto Água e Terra (IAT), reúne árvores representativas dos ecossistemas paranaenses em áreas destinadas à conservação, à produção de sementes e ao apoio a programas de restauração ecológica.

Com a recente inauguração da unidade em Paranavaí, realizada em março, o programa agora conta com oito arboretos em funcionamento no Estado. Uma nova unidade está prevista para ser implantada ainda este ano, com o local a ser definido. Atualmente, a rede estadual compreende arboretos localizados em São José dos Pinhais, Paranaguá, Ivaiporã, Figueira, Floresta Estadual de Santana e duas unidades situadas no Horto Florestal de Jacarezinho. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Esses espaços estão distribuídos em viveiros florestais, hortos e áreas protegidas que são geridas pelo Instituto, formando assim uma infraestrutura focada na conservação genética da flora nativa e na produção de sementes para programas de restauração ecológica.

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De acordo com o engenheiro florestal do IAT, Jobert Silva da Rocha, os arboretos desempenham um papel crucial na conservação da flora nativa, além de fornecerem sementes destinas a programas de restauração ambiental. “Os arboretos reúnem espécies representativas dos ecossistemas paranaenses em ambientes que visam à conservação genética, à produção de sementes e à educação ambiental. Cada nova unidade aumenta a capacidade de preservação da flora nativa e apoia os programas de restauração que são realizados no Estado”, explicou.

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O Projeto Arboreto foi criado em 2023 com a proposta de reunir espécies nativas em espaços permanentes de conservação. Esses arboretos não são apenas áreas para o plantio; eles se configuram como bancos vivos da biodiversidade paranaense.

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Cada unidade abriga árvores cuidadosamente selecionadas para conservação genética, coleta de sementes e acompanhamento técnico. O material gerado por esses espaços é fundamental para projetos destinados à recuperação de áreas degradadas e para iniciativas de restauração ecológica promovidas pelo Estado.

A recente expansão para Unidades de Conservação marca uma nova etapa no programa. O primeiro arboreto estabelecido em uma área protegida estadual foi localizado no Parque Estadual do Palmito, em Paranaguá, no litoral, em 2024. Essa unidade recebeu um total de 180 mudas de espécies nativas, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o palmito-juçara e o cedro-rosa.

Educação Ambiental

Além da sua função ecológica, os arboretos também atuam como espaços educativos e de sensibilização ambiental. Atrações relacionadas ao Dia da Árvore, Dia da Água, Semana do Meio Ambiente e outras datas comemorativas são promovidas nesses ambientes, com o objetivo de conscientizar sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

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O contato direto dos visitantes com as espécies transforma esses espaços em ambientes de aprendizado ao ar livre para estudantes, visitantes e comunidades locais. Em algumas das unidades, as árvores têm identificação individual e códigos QR disponíveis, possibilitando acesso a informações técnicas e científicas sobre cada espécie, maximizando assim o potencial educativo do projeto.

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Expansão da Rede

A nova unidade inaugurada em Paranavaí tornou-se a oitava integrante da rede estadual de arboretos. A segunda unidade a ser implantada em 2026 já está em fase de planejamento, e entre as áreas que estão sendo avaliadas estão os viveiros florestais de Guarapuava, Umuarama, Toledo e Cascavel, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Buriti, em Pato Branco.

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A Gerência de Restauração Ambiental do IAT, que coordena o projeto, estabeleceu a meta de implantar pelo menos dois arboretos anualmente. Essa estratégia visa aumentar a presença da iniciativa em diferentes regiões do Paraná.

A expansão do Projeto Arboreto reflete o avanço das políticas estaduais comprometidas com a conservação da biodiversidade e a restauração dos ecossistemas. Ao unir preservação genética, produção de sementes, pesquisa e educação ambiental, a proposta contribui para a formação de um patrimônio vivo da flora paranaense, assegurando que as espécies nativas permaneçam disponíveis para as gerações futuras e para os programas de recuperação ambiental que são desenvolvidos no Estado.

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Fonte:: iat.pr.gov.br

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