Migração de animais marinhos marca chegada da primavera no litoral do Paraná

Marcelo Borges
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A transição entre o inverno e a primavera costuma trazer visitantes ilustres ao litoral paranaense. É durante esse período do ano que ocorre a intensificação da migração de diversas espécies de animais marinhos pela região. Recentemente, por exemplo, a presença de uma fêmea adulta de elefante-marinho-do-sul, pertencente à espécie Mirounga leonina, chamou a atenção de moradores e turistas ao ser avistada na faixa de areia do Balneário Brejatuba, localizado no município de Guaratuba.

O episódio foi prontamente comunicado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Guaratuba. Seguindo rigorosamente o Protocolo de Atendimento a Encalhes de Animais Marinhos no Litoral do Paraná, os agentes públicos acionaram o Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR). A instituição é a entidade responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos no estado.

A pesquisadora e bióloga Camila Domit, que coordena o projeto na Universidade Federal do Paraná, explicou que o fluxo migratório de espécimes marinhos é comum e esperado para esta época do ano, impulsionado por fatores biológicos e ambientais naturais das rotas oceânicas.


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Fatores climáticos globais, a exemplo do fenômeno El Niño, também podem exercer influência direta sobre o comportamento migratório das espécies. Dependendo das condições da temperatura da água e das correntes marinhas, alguns animais podem atrasar sua aparição na costa ou estender o período de permanência nas praias da região.

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Importância da colaboração da comunidade

Especialistas reforçam que a participação ativa da população é fundamental para garantir que o animal possa descansar adequadamente, sem sofrer episódios de estresse desnecessário. A recomendação principal das autoridades ambientais é manter uma distância segura, respeitando o isolamento da área, além de evitar aglomerações e a emissão de ruídos altos nas imediações.

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Outro ponto crítico é a proibição de tentar tocar, alimentar, jogar água ou forçar o retorno do mamífero marinho para o oceano. A prioridade técnica é assegurar que o exemplar complete seu ciclo de repouso em paz até que decida retornar à água por conta própria.

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Avaliação técnica e monitoramento

No caso do elefante-marinho localizado em Guaratuba, uma equipe técnica multidisciplinar realizou a avaliação física do animal. Os profissionais constataram que se tratava de uma fêmea adulta em excelentes condições corporais, sem ferimentos ou sinais visíveis que exigissem intervenção médica ou resgate. O comportamento exibido era estritamente de descanso, típico da espécie durante as paradas em terra firme.

Para preservar o bem-estar do espécime, o entorno foi isolado, impedindo a aproximação de curiosos e de animais de estimação que circulavam pelo calçadão e pela praia. Por meio da análise de marcas características na pelagem, os pesquisadores confirmaram que o exemplar era o mesmo registrado horas antes no município de São Francisco del Sul, situado no litoral norte de Santa Catarina. O monitoramento contínuo foi mantido pela equipe até que o animal retornasse voluntariamente ao mar ao entardecer.

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Caso moradores ou turistas encontrem animais marinhos debilitados ou descansando na faixa de areia do litoral paranaense, a orientação é acionar imediatamente a equipe de resgate da Universidade Federal do Paraná por meio do telefone gratuito 0800 642 3341 ou pelo contato direto de WhatsApp (41) 99213-8746.

Fonte:: cbncuritiba.com.br

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