Bastidores da campanha de Flávio Bolsonaro apontam nomes cotados para ministérios antes do segundo turno

Marcelo Borges
4 min. de leitura
Negociações nos bastidores começam a desenhar p...

Após encerrar o primeiro turno na liderança da disputa, com 47,03% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PL) já movimenta os bastidores políticos com discussões sobre possíveis nomes para compor um eventual governo. Entre os principais cotados nas conversas preliminares estão Ronaldo Caiado (PSD), Daniella Marques e Pedro Lupion (PP), além de outros aliados estratégicos ventilados para diferentes pastas ministeriais.

Essa articulação ganha força após o candidato assegurar, em poucos dias, importantes apoios políticos. Entre os novos aliados estão o próprio Caiado, governador de Goiás, Romeu Zema (Novo), além das cúpulas do PP e do União Brasil. O partido Republicanos também caminha para oficializar o apoio à candidatura nas próximas etapas.

Com a consolidação de uma frente ampla que une partidos de centro-direita e siglas do Centrão, as conversas sobre a estrutura de uma futura gestão passaram a ocupar espaço nas reuniões. Contudo, a coordenação da campanha mantém o discurso oficial de que a prioridade atual é a disputa eleitoral, negando que ocorra neste momento qualquer distribuição de cargos ou definição formal de ministros.

Segundo a campanha, o foco das negociações com as legendas aliadas é estritamente programático. A formação da equipe de governo e a escolha dos titulares das pastas só devem entrar na pauta oficial após o encerramento do processo eleitoral.

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“De forma programática, é assim que o Novo está vindo também [como os outros]. A gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir qualquer outro assunto“, pontuou Flávio ao comentar o apoio recebido do partido Novo.

Possíveis nomes ventilados para o governo

Embora nenhuma indicação tenha sido oficializada até o momento, diversas figuras políticas e técnicas passaram a ser citadas com frequência nas conversas reservadas entre os aliados. Trata-se de projeções preliminares, que continuam sujeitas a alterações dependendo do desfecho do segundo turno e do andamento das composições partidárias.

Entre os nomes discutidos nos bastidores, Ronaldo Caiado (PSD) aparece cotado tanto para o Ministério da Agricultura quanto para a pasta da Segurança Pública. Daniella Marques é mencionada como um nome viável para assumir ministérios como Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento Social ou até mesmo a Casa Civil.

O deputado federal Pedro Lupion (PP) surge nas conversas como uma alternativa para a Agricultura, enquanto Adolfo Sachsida é apontado para a Fazenda ou o Planejamento. Para o comando de Minas e Energia, o nome especulado é o de Adriano Pires.

Completa a lista preliminar de articulações o deputado Guilherme Derrite, cotado para a Segurança Pública, e Marcelo Kayath, mencionado para posições ligadas à área econômica, especificamente na Fazenda.

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Apesar da circulação desses nomes, não há qualquer confirmação de que os citados efetivamente ocuparão os postos. O desenho final da Esplanada dos Ministérios dependerá diretamente da vitória nas urnas, do tamanho da base aliada no Congresso e do projeto político que a administração pretende implementar.

Influência do agronegócio na política externa

As negociações políticas também alcançaram o setor de relações exteriores. A campanha de Flávio recebeu o apoio formal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que sinalizou o interesse em participar ativamente da definição do próximo titular do Ministério das Relações Exteriores.

A proposta em debate prevê que a indicação para o comando do Itamaraty passe pela validação das lideranças do setor produtivo. Nesse contexto, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) é apontada como a principal avaliadora da escolha, exercendo forte influência na decisão sobre a pasta em um eventual governo, dada a sua relevância política para o agronegócio nacional.

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Fonte:: ric.com.br

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