Paraná implementa cabine de amamentação em terminal metropolitano para conforto das mães

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Parana.pr.gov.br

O Governo do Estado do Paraná lançou, pela primeira vez no Brasil, uma cabine modular de amamentação em um terminal do transporte coletivo metropolitano. A instalação ocorreu no Terminal Metropolitano Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por meio da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep) nesta quinta-feira (7), coincidentemente às vésperas do Dia das Mães. A cabine estará disponível à população a partir desta sexta-feira (8).

O projeto-piloto conta com um investimento de R$ 53,5 mil e a Amep ficará responsável pela supervisão e fiscalização da cabine durante seu funcionamento inicial. O escopo do projeto inclui o fornecimento, transporte, montagem e instalação da cabine, além de garantias e suporte técnico, atendendo a critérios de acessibilidade, segurança e higiene.

De acordo com Gilson Santos, presidente da Amep, a iniciativa foi desenvolvida em resposta a uma demanda da usuárias do sistema. “Atualmente, aproximadamente 60% dos usuários do transporte coletivo metropolitano são mulheres. Muitas delas utilizam o sistema diariamente acompanhadas de seus filhos e precisam de um espaço adequado para amamentar ou realizar cuidados básicos. Essa cabine foi projetada para oferecer conforto, segurança e dignidade a essas mães,” disse Santos.

A ideia surgiu a partir de uma orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, após inspirações em modelos semelhantes encontrados no exterior. “Criamos o projeto e iniciamos a fase experimental, que será monitorada para avaliarmos o uso e realizarmos ajustes antes de uma possível ampliação em outros terminais,” detalhou Santos. Nos meses iniciais, a Amep acompanhará a operação para avaliar a adesão das usuárias e a eficácia do equipamento.

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Características da cabine de amamentação

A cabine foi concebida para proporcionar um ambiente reservado, seguro e confortável para mães que utilizam o transporte coletivo e necessitam de um espaço apropriado para amamentar e cuidar dos filhos durante seus deslocamentos. O uso da cabine será gratuito e acessível ao público, não sendo necessário qualquer tipo de cadastro.

A estrutura foi projetada para funcionar continuamente em locais de grande circulação, dispondo de boa ventilação, superfícies que facilitam a higienização e mobiliário de apoio. A cabine contará também com monitoramento externo e sinalização visível dentro do terminal, o que facilitará sua localização pelas passageiras.

Essa iniciativa atende a uma necessidade recorrente no sistema de transporte metropolitano, principalmente entre mulheres que equilibram trabalho e cuidados com os filhos. Muitas usuárias utilizam os terminais como pontos de conexão e, durante esses intervalos, precisam realizar atividades como amamentar ou trocar bebês, mas não possuem um espaço apropriado para isso.

Além de melhorar a mobilidade urbana, essa ação está alinhada com as recomendações de saúde pública. O aleitamento materno deve ser promovido de forma exclusiva nos primeiros seis meses de vida e continuado até pelo menos os dois anos, devido aos comprovados benefícios para a saúde da criança e da mãe.

Após um período de testes previsto para durar cerca de 60 dias, a expectativa é que o modelo oferte um método replicável em outros terminais metropolitanos do Paraná, como em Colombo e Fazenda Rio Grande, aumentando a rede de apoio disponível às mães que dependem do transporte público.

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“Este é um projeto inovador, uma experiência inédita no Brasil. A proposta é começar com essa fase de teste, avaliar o que acontece e, a partir disso, expandir essa estrutura para outros terminais do sistema metropolitano,” finalizou o presidente da Amep.

Rede de apoio e políticas públicas

O projeto da Amep é parte de uma política mais ampla do Governo do Estado que visa beneficiar a primeira infância e dar mais valor às mulheres. Em 2023, o estado inaugurou a primeira sala de apoio à servidoras lactantes no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Além disso, há atualmente 29 salas de apoio à amamentação certificadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) espalhadas em empresas privadas, que seguem critérios rigorosos para garantir condições adequadas de atendimento e o armazenamento seguro do leite materno.

Fonte:: parana.pr.gov.br

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