Trabalhadores da oi preparam protestos no rio contra calote em rescisões

Marcelo Borges
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Foto: Divulgação / Foto: Ana Paula Lobo Mande um e-mail

Diferentes federações sindicais que representam o setor de telecomunicações uniram forças para convocar uma mobilização de grande porte nesta quarta-feira, dia 29 de julho. A concentração principal está marcada para as 11 horas da manhã, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O movimento tem como objetivo central pressionar o judiciário e a diretoria da operadora por garantias financeiras no pagamento de direitos trabalhistas e verbas rescisórias.

A tensão nos tribunais e o risco aos empregos

A pauta principal do ato público gira em torno da urgente liberação de recursos financeiros voltados para quitar as rescisões de funcionários que já foram desligados da Serede, empresa prestadora de serviços. Além disso, os manifestantes exigem salvaguardas rigorosas para proteger os pagamentos daqueles trabalhadores da Oi que ainda podem vir a perder seus postos de trabalho nos próximos meses.

A apreensão da categoria aumentou consideravelmente após petições recentes protocoladas pelo administrador judicial da companhia na esfera jurídica. A preocupação é generalizada, pois existe o temor de que cortes em massa ocorram sem a devida quitação dos valores devidos aos colaboradores. Agora, o futuro financeiro de milhares de famílias está nas mãos da Justiça fluminense, que deverá avaliar e proferir uma decisão sobre os próximos passos da reestruturação da empresa.

Crise financeira e o fantasma da falência

A situação econômica da operadora é alarmante. A própria administração da Oi comunicou recentemente que os recursos disponíveis em caixa devem se esgotar completamente a partir do dia 10 de agosto. No mesmo comunicado, a diretoria fez um alerta grave sobre a iminente paralisação de serviços essenciais de telecomunicações que ainda são mantidos pela companhia em diversos estados do país.

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Para os sindicatos organizadores do protesto, a atual gestão falhou gravemente no planejamento estratégico. As entidades sindicais argumentam que a empresa deveria ter estruturado um plano de desligamento incentivado e organizado com muita antecedência, garantindo previsibilidade e o respeito aos direitos adquiridos pelos empregados ao longo dos anos de dedicação.

O sinal de alerta máximo para os sindicatos foi acionado logo após a falência da Serede, evento que deixou mais de 5 mil profissionais sem receber nenhuma compensação financeira ou suporte adequado após a perda do emprego. O fantasma desse episódio agora paira sobre os quadros da própria Oi, alimentando o receio de que a operadora siga o mesmo caminho desastroso, o que provocaria um impacto social de grandes proporções no mercado de trabalho nacional.

Fonte:: convergenciadigital.com.br

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