O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá se reunir nesta sexta-feira, 29, na Sala de Situação da Casa Branca para “tomar uma decisão final” sobre a guerra no Irã.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump destacou que “o Irã deve concordar que jamais terá uma arma nuclear ou bomba nuclear”.
Ele afirmou que o urânio enriquecido acumulado por Teerã, que está sob instalações nucleares iranianas, será desenterrado pelos EUA, os quais, segundo Trump, são o único país, além da China, a ter “capacidade mecânica para realizar essa operação”.
Em suas declarações, o presidente enfatizou que a operação será realizada em colaboração entre Washington, Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e afirmou que o material nuclear coletado será destruído.
Trump também pediu a abertura imediata do Estreito de Ormuz para o tráfego de navios, sem tarifas, em ambas as direções. Ele mencionou que as minas marítimas deixadas pelo Irã nas primeiras semanas do conflito devem ser desativadas por Teerã.
O presidente apontou que o bloqueio naval dos EUA será suspenso, permitindo que os navios que estavam detidos no estreito devido a essa medida possam “voltar para casa”.
Ele concluiu sua declaração mencionando que “nenhum dinheiro será trocado, até nova ordem” e que outros itens, considerados de menor relevância, foram acordados.
A situação no Estreito de Ormuz e o programa nuclear do Irã foram tópicos centrais nas negociações, uma vez que Teerã e Washington mantinham posições divergentes a respeito.
Na quinta-feira, 28, a emissora CNN reportou que os EUA e o Irã haviam chegado a um acordo provisório para encerrar o conflito, que já dura três meses, mas que a proposta ainda depende da aprovação de Trump.
Na manhã desta sexta-feira, o jornal britânico The Guardian informou que o presidente compartilhou a minuta do acordo com aliados, incluindo Israel. Além disso, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, viaja a Washington nesta sexta-feira, 29, para se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Desde o início das negociações para o fim do conflito, Islamabad tem desempenhado o papel de principal mediador entre as duas partes.
Fonte: estadao.com.br


